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Boca Maldita

Costa Leite lamenta morte de fundador da Confraria Boca Maldita

O ex-presidente do Superior Tribunal de Justiça, ministro aposentado Paulo Costa Leite, lamentou nesta segunda-feira (29/9) a morte do fundador de um dos símbolos da cidade de Curitiba "a tradicional Boca Maldita".

"Anfrísio era a alma da Boca Maldita", disse Costa Leite, que desde dezembro de 2000 integra a mais tradicional confraria do Brasil. O presidente da Confraria dos Cavalheiros da Boca Maldita, Anfrísio Siqueira, 82 anos, morreu domingo de falência múltipla dos órgãos e seu corpo será cremado nesta segunda-feira, às 17h. O velório está sendo no salão do Clube Atlético Paranaense, na Arena da Baixada.

Ao empossar o então presidente do STJ, numa cerimônia que reuniu mais de mil pessoas na Boca Maldita, Anfrísio o saudou como "o principal juiz do País: independente, corajoso e autêntico". Na época, Anfrísio Siqueira explicou ao ministro Costa Leite a origem do nome do grupo. "A expressão Boca Maldita não significa que seus integrantes sejam pessoas malquerentes: ao contrário, foram justamente os inimigos da liberdade de expressão que procuraram torpedear a instituição por ela criticar abertamente a ignorância, as trevas e a violência".

Fundada em 13 de dezembro de 1956, em meio a uma época de profundo descontentamento na capital paranaense, a Confraria da Boca Maldita tem se destacado como um dos mais importantes veículos de indignação popular e de defesa das grandes causas da cidadania, principalmente a liberdade de expressão.

A Boca Maldita sempre esteve presente em grandes acontecimentos da história do País, contou Anfrísio Siqueira, citando como exemplo a campanha pelas "Diretas Já". Em 44 anos de existência, a Boca Maldita tem se destacado como uma sociedade civil, de caráter filantrópico-cultural, sendo oficialmente reconhecida como de utilidade pública estadual e municipal.

A grande projeção nacional alcançada pela instituição paranaense se demonstra pelas quase 200 "Bocas" existentes hoje no País, todas inspiradas na Confraria curitibana. Os encontros da Boca Maldita se caracterizam pela informalidade e acontecem entre os que freqüentam a primeira quadra da Rua XV de Novembro, conhecida como Avenida Luiz Xavier -- a menor do mundo segundo os curitibanos, pois possui apenas uma quadra.

Revista Consultor Jurídico, 29 de setembro de 2003, 13h06

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