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Sexta-feira, 26 de setembro.

Primeira Leitura: BC não acredita na sustentabilidade do crescimento.

Retorno triunfal

A ata do Copom divulgada ontem trouxe de volta as palavras conservadorismo e gradualismo. Embora o Banco Central tenha mantido uma avaliação positiva sobre o comportamento da inflação e sobre a expectativa de retomada da atividade econômica, relacionou alguns "riscos envolvidos nas projeções para a trajetória futura da inflação".

Qual risco?

A Ata cita como exemplo de riscos os dissídios coletivos do segundo semestre, mas o centro de preocupação do BC está em administrar, com os juros, o crescimento possível de forma a evitar que a demanda seja maior do que a capacidade da oferta.

Qual investimento?

O texto ressalta que o Copom fará um acompanhamento da evolução da demanda agregada "para que o aumento do grau de utilização da capacidade instalada [da indústria] se dê em velocidade compatível com a maturação de novos investimentos". O detalhe é que o nível de investimentos da economia é o menor desde 1999.

Marcado a mercado

Ou seja: o BC mostra que não acredita na sustentabilidade do crescimento e que a taxa de juros será reduzida com cautela. Acabou, portanto, a temporada de cortes grandes e acima das expectativas do mercado.

Qual retomada?

O desemprego na Grande São Paulo subiu em agosto para 20% da população economicamente ativa (PEA), atingindo 1,96 milhão de pessoas. É o maior percentual para o mês de agosto da série histórica da pesquisa iniciada em 1985 pelo Dieese/ Seade. Na comparação com julho, houve aumento de 1,5% na taxa de desemprego. Em relação a agosto de 2002, o avanço foi de 9,3%.

Qual renda?

O levantamento revelou que 27 mil pessoas entraram no mercado e 8 mil postos de trabalho foram eliminados. Com isso, o número de desocupados cresceu em 35 mil. O rendimento médio do trabalhador interrompeu trajetória de crescimento verificada nos três meses anteriores e caiu 1,6% em julho (R$ 898).

Qual espetáculo?

Ao comentar o resultado da pesquisa, o presidente do TST (Tribunal Superior do Trabalho), ministro Francisco Fausto, disse que "se não ocorrer o tal espetáculo do crescimento [prometido pelo presidente Lula], o Brasil acabará transformado num campo de guerrilha urbana entre empregados e desempregados".

A metáfora...

Diante de uma refinada platéia, no Council of Foreign Relations (a principal instituição de acompanhamento de política externa dos EUA), em Nova York, o Luiz Inácio Lula da Silva voltou a praticar seu esporte favorito ultimamente: misturar política e economia com assuntos pessoais, por meio de metáforas entre o cotidiano e o simplório.

...como doença

Para uma audiência formada por financistas do porte de George Soros e David Rockfeller, Lula pôs-se a "explicar" a importância da austeridade fiscal como mais uma metáfora doméstica, contando que ele e Marisa tiveram "um filho, mais outro, mais outro" com a mesma receita. "A solução foi cortar gastos", arrematou...

Ginga

Ontem, o presidente em exercício, José Alencar, deu mais um drible na encrenca da assinatura da Medida Provisória que libera o do plantio de soja transgênica no Rio Grande do Sul. Previa-se que o documento seria finalmente assinado na quarta à noite. Mas Alencar prorrogou a decisão mais uma vez, para algum ajuste técnico. A Casa Civil garantia que, de ontem não passava. Até o fechamento desta coluna, por volta das 20 horas, não havia nada.

Assim falou... Néstor Kirchner

"Nunca se soube de alguém que pudesse cobrar uma dívida aos que estão mortos".

Do presidente argentino, em discurso na Assembléia Geral das Nações Unidas, tentando sensibilizar o mundo para a difícil situação da Argentina.

Tudo é história

Uma nova pesquisa de opinião, divulgada ontem nos EUA, indica que, pela primeira vez, a maioria absoluta da população americana (52%) desaprova a maneira como o presidente lida com a economia.

O levantamento também mostra alguns dos caminhos que os democratas vão seguir para tentar voltar à Casa Branca em 2004. Um dos temas a explorar é a revisão dos cortes de impostos aprovados pelo presidente, que beneficiam só os mais ricos. O desafio é fazer isso sem parecer que defendem aumentos de impostos. Walter Mondale fez isso na eleição de 1984. E foi massacrado nas urnas pelo presidente Ronald Reagan.

Revista Consultor Jurídico, 26 de setembro de 2003, 9h47

Comentários de leitores

1 comentário

A maior e certa verdade brasileira é essa, nem ...

Rogerio Cerqueira Balera ()

A maior e certa verdade brasileira é essa, nem mesmo a governo acredita na sustentabilidade de suas medidas e na estabilidade postiça que assistimos no momento. O Brasil continuará a ter essas duas "caras", a miserável , crescente, clamando por emprego, e a falsa-rica, cada vez menos numerosa, que constrói impérios com alicerces fixos na pobreza ascendente do país enquanto não tivermos um governo que dê um primeiro passo a um plano que dure décadas a fim de tentar trazer crescimento e desenvolvimento ao Brasil. É impossível, digo impossível mesmo, acreditar que um governo de 4 (que seja de 8!!) anos consiga mudar a cara do país de maneira radical onde possa se perceber nítida redução da diferença entre a pobreza e a riqueza. É tão complexo se montar um cenário para um eventual "espetáculo" do crescimento...se somente 9 meses de governo dessem todas as condições para isso...não existiria mais pobreza no mundo... E ainda lamento e me preocupo, o desemprego vai aumentar ainda mais, eu estou pessimista que nem o final de ano, sempre recheado de empregos tempórários, vá conseguir ao menos amenizar a situação. Afinal, vender tanto para quem ??? Rogério Cerqueira Balera RG 19360430-9 1rogerio@bol.com.br

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