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Papel fundamental

Gilson Dipp destaca papel dos assessores de imprensa dos tribunais

Existe hoje no Brasil um diálogo mais eficiente entre o Judiciário e a sociedade porque todos os tribunais superiores, regionais federais e estaduais têm assessorias de imprensa, com jornalistas altamente capacitados.

A avaliação foi feita pelo ministro Gilson Dipp, do Superior Tribunal de Justiça, na abertura do "Simpósio Nacional: Direito e Imprensa", nesta quinta-feira (25/9), em Recife. O seminário discute como simplificar a linguagem jurídica para aproximar o Poder Judiciário e a sociedade.

Gilson Dipp afirmou que, a partir da leitura das discussões do primeiro evento dessa natureza feito pelo STJ, em 1997, pôde verificar que a evolução das relações entre o Judiciário e a imprensa é visível. Para o ministro, isso se deve, principalmente, às assessorias de imprensa.

O ministro disse, ainda, "já que o Judiciário não tem verba publicitária, tem as assessorias de imprensa, que transmitem de forma clara, as suas decisões. Preconizava-se naquela ocasião [1997], que os jornais, pelo menos os grandes, de circulação nacional, tivessem jornalistas setorizados, para cobrir o Judiciário. Hoje, todos os meios de comunicação tem jornalistas cobrindo a área, que vão nos gabinetes, que assistem às sessões, transmitindo de forma correta as notícias.

O ministro declarou que a imprensa tem divulgado, "de forma diuturna", o trabalho da Comissão de Combate ao Crime Organizado, principalmente no tocante à lavagem de dinheiro. Segundo ele, isso "tem sido fundamental para o bom andamento dos trabalhos, que se consolida hoje através da criação de Varas especializadas e que começam a ser implantadas em todos os cantos do país".

Dipp também analisou o papel do jornalismo investigativo: "Nós sabemos que a corrupção e a impunidade são males que permeiam todos os poderes da República. Está no Executivo, no Legislativo e, infelizmente, também no Judiciário. E nós conhecemos a precariedade dos nossos meios de investigação, diga-se polícia, Ministério Público, ou de outros órgãos. E a imprensa vem preencher essa lacuna, com o jornalismo investigativo".

Segundo Dipp, contudo, algumas distorções acontecem durante as investigações dos jornalistas. Ele lembrou que é preciso distinguir o que é de interesse público e interesse do público. Mas "evidentemente que, para a imprensa, às vezes, se torna muito difícil esta distinção", ponderou. (STJ)

Revista Consultor Jurídico, 25 de setembro de 2003, 17h35

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