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CPI dos combustíveis

Representante do Carrefour é preso por prestar falso testemunho em CPI

O representante da rede de supermercados Carrefour Carlos Antônio Santos foi preso, na quarta-feira (24/9), por ordem do presidente da CPI dos Combustíveis, deputado Carlos Santana. A prisão foi feita quando Santos e o delegado da Polícia Federal, Alexandre Crenite, prestavam esclarecimentos aos deputados, durante uma audiência pública.

Os integrantes da comissão entenderam que Santos prestou falso testemunho ao negar que a empresa utilize mecanismos de compensação de impostos para vender combustível mais barato em suas lojas. O Carrefour tem 44 postos de gasolina no País.

Segundo o deputado José Carlos Araújo, a compensação de impostos está proibida pelo Supremo Tribunal Federal desde 2002 e um processo que tramita na Justiça de Uberlândia (MG) comprova que o Carrefour continua adotando o procedimento.

Investigação

Além de representantes de supermercados, a CPI dos Combustíveis ouviu nesta quarta-feira o delegado Alexandre Crenite. Ele ficou preso por dez dias, acusado de corrupção, quando investigava o empresário Ari Natalino, apontado como um dos maiores fraudadores de combustíveis do país.

O delegado teria pedido R$ 500 mil ao advogado de Ari Natalino em troca de algum benefício ao investigado. Crenite disse que o Ministério Público foi precipitado ao pedir sua prisão, já que a degravação das conversas telefônicas não foi concluída. Garantiu também que o único pedido do advogado foi que Ari Natalino ficasse num hospital, pois tinha graves problemas de saúde.

Alexandre Crenite deixou as investigações sobre Ari Natalino em março de 2003, quando foi transferido para a Corregedoria da Polícia Federal. Mas ele acredita que a CPI da Câmara possa comprovar os crimes de evasão de divisas, lavagem de dinheiro e de sonegação fiscal cometidos por Natalino com base em investigações da própria PF, do Ministério Público Federal e da CPI Estadual dos Combustíveis em São Paulo.

Segundo o delegado, Ari Natalino tem duas fábricas de cigarros e 250 postos de combustíveis, todos em nome de laranjas. (Agência Câmara)

Revista Consultor Jurídico, 25 de setembro de 2003, 19h48

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