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Terça-feira, 23 de setembro.

Primeira Leitura: Palocci critica protecionismo dos países ricos.

Os impérios contra-atacam

O comunicado final da reunião dos ministros de finanças do G-7, em Dubai, nos Emirados Árabes, causou um terremoto nos mercados de ações e de moedas estrangeiras de todo o mundo. O grupo dos sete países mais ricos do mundo -- EUA, Japão, Alemanha, França, Inglaterra, Canadá e Itália -- defende que "mais flexibilidade nas taxas de câmbio é desejável para os principais países ou áreas econômicas".

Mundo global

Os mercados entenderam que isso implicaria uma desvalorização internacional do dólar, que, de fato, sofreu um forte queda ontem em relação às principais moedas no mundo. No Japão, chegou a cair à cotação mais baixa desde dezembro de 2000 recuperando-se somente depois de mais uma intervenção do Banco Central. O euro encerrou o dia a US$ 1,1495, nível mais alto em sete meses.

Rumo a 2004

A mensagem final do G-7 foi considerada uma vitória política dos EUA, que têm pressionado a China, principalmente, e o Japão, em menor escala, a adotar políticas cambiais mais flexíveis. O presidente George W. Bush já transformou a política cambial chinesa em tema eleitoral. Tenta convencer os americanos de que ela rouba seus empregos.

O Brasil e o FMI

O ministro Antonio Palocci (Fazenda) fez uma defesa da política externa brasileira e uma crítica contundente ao protecionismo dos países ricos, que, segundo ele, precisam ter uma visão mais moderna do comércio internacional. "O que eu tenho dito é que nós devemos ser serenos na política macroeconômica, criativos na política de desenvolvimento e muito ousados na política de comércio exterior".

Bom acordo?

Embora tenha negado que esteja negociando um novo acordo com o Fundo, o ministro reuniu-se com diretor-gerente do Fundo, Horst Koehler, em Dubai, nos Emirados Árabes, e, depois, disse que vai analisar as possibilidades com calma e transparência. "O Brasil não vai deixar de fazer um novo acordo se verificar que isso ajuda o país de uma maneira efetiva".

Simples assim?

Questionado sobre as reivindicações do Brasil, que quer incluir metas sociais no acordo e excluir dos cálculos dos gastos do governo os investimentos em infra-estrutura, o diretor do FMI para as Américas, Jorge Márquez-Ruarte, declarou: "Nunca colocamos restrição a investimentos, desde que o Brasil atinja suas metas de superávit primário".

Politicamente modificado

O governo adiou a decisão sobre a liberação do plantio de soja transgênica, que estava prevista para ontem. A expectativa é que seja editada uma Medida Provisória autorizando o plantio no RS. Os agricultores gaúchos não têm estoque de sementes convencionais suficiente para a próxima safra, que começa em 1º de outubro.

Esqueça o que dissemos

O governo atua agora para convencer a ministra Marina Silva (Meio Ambiente), que se opõe à medida. Estuda-se uma maneira de acomodar o discurso ao realismo e impedir uma crise num ministério que, na prática, não tem qualquer relevância para o petismo.

Assim falou...Jaques Wagner

"O que me angustia como ministro do Trabalho (...) [é] até quando a variável do trabalho vai ser colocada como uma conseqüência indesejável de uma política econômica que é decidida sem a escolha da sociedade, sobre o tipo de investimento e desenvolvimento que vai se fazer no país."

Do ministro do Trabalho, durante seminário no BNDES, criticando a política econômica e também os programas de transferência do governo Lula. Mais tarde, como de costume, divulgou nota negando o que havia dito e alegando que foi "mal interpretado"...

Está escrito

Aconteceu o que Primeira Leitura havia previsto. A decisão do Banco Central de reduzir o compulsório dos bancos de 60% para 45% sem atrelar a medida ao aumento do crédito fez sobrar dinheiro no caixa dos bancos e aumentar os lucros... dos bancos. Como não se exigiu contrapartida -- como ampliar o crédito aos clientes -- estes passaram a emprestar o dinheiro extra para o próprio governo. Entre o fim de julho -- quando a decisão foi tomada -- e agosto, os bancos elevaram o giro no overnight de R$ 45,4 bilhões para R$ 57,6 bilhões. Ou seja, o governo agora paga a taxa-Selic por um dinheiro que antes tinha de graça, na forma do depósito compulsório. Leia mais em www.primeiraleitura.com.br.

Revista Consultor Jurídico, 23 de setembro de 2003, 9h43

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