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Preço do vexame

Riachuelo é condenada a indenizar cliente acusado de furto

A loja de departamentos Riachuelo S.A foi condenada a pagar R$ 24 mil para um cliente submetido a situação vexatória por funcionários da empresa, no Distrito Federal. A sentença é do juiz da 4ª Vara Cível, Robson Barbosa de Azevedo, e ainda cabe recurso.

O cliente foi revistado no meio da rua por funcionários da loja, sob acusação de furto. De acordo com informações do processo, ele entrou na loja com a intenção de pagar a prestação de uma compra a prazo que havia feito. Após experimentar roupas, decidiu comprar uma peça e se dirigiu à fila para efetuar o pagamento. Tendo em vista o preço elevado da mercadoria, desistiu da compra e foi embora.

Já no ponto de ônibus foi abordado por cinco funcionários da loja, sob a acusação de ter furtado peças de roupas. Os funcionários o revistaram no meio da rua, tirando sua roupa, e abrindo a bolsa que carregava. Percebendo que ele não detinha nenhuma mercadoria, os empregados foram embora.

Inconformado com a situação, o cliente voltou à loja a fim de obter satisfações a respeito do ocorrido. Para sua surpresa, nenhum funcionário se prontificou a atendê-lo. Por isso, ele foi na 1ª DP para registrar a ocorrência.

A Riachuelo contesta as informações do autor. Afirmou que são inverídicos os fatos narrados na inicial. Segundo a empresa, na data apontada na inicial, o cliente entrou na loja e adquiriu sim alguns produtos. Ao sair, o alarme sonoro disparou, sendo ele abordado por um funcionário que se encontrava na porta do estabelecimento para verificar o equívoco. A loja disse não ter havido qualquer revista, sendo o autor apenas solicitado a retornar ao interior do estabelecimento. E ele teria se negado.

Segundo o juiz, a tese da defesa não se mostra munida de verossimilhança, já que os estabelecimentos comerciais, ao menor indício de que alguém possa ter-se evadido levando consigo algum produto sem efetuar pagamento, procedem a revista da pessoa imediatamente. No caso, o juiz entende ter ficado demonstrada pelo depoimento das testemunhas a prática de revista vexatória em plena rua. (TJ-DFT)

Processo nº 2002.01.1.014263-9

Revista Consultor Jurídico, 23 de setembro de 2003, 10h25

Comentários de leitores

1 comentário

Trabalhei durante quase dois anos em uma das lo...

Renata ()

Trabalhei durante quase dois anos em uma das lojas Riachuelo em São Paulo e, infelizmente, os funcionários são obrigados a realizarem revistas em clientes, que certos gerentes consideram suspeitos. Eu mesmo fui obrigada a pedir para uma menina levantar a blusa em uma salinha,e o gerente esperando, ela me entendeu e não entrou com nenhum processo. Uma vez um gerente ameaçou um garoto e uma funcionária chegou a dar um tapa na cara dele. Depois foi constatado o mal entendido. Não sei se todos os gerentes trabalham assim, nem quais lojas, mas o abuso ocorre de verdade. E todos devem denunciar!

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