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Palavra de ministro

"Ameaça da Volks é desrespeito ao direito do trabalhador."

O presidente do Tribunal Superior do Trabalho, ministro Francisco Fausto, criticou nesta terça-feira (23/9) as ameaças do presidente-executivo da Volkswagen, Bernd Pischetsrieder, de que demitirá qualquer trabalhador das fábricas da empresa no Brasil que entrar em greve.

"Considero lamentáveis as declarações desse senhor, pois estamos vivendo momentos difíceis, no que diz respeito à precarização do emprego e até ao desemprego. De modo que soa mal uma ameaça desta contra um direito constitucionalmente assegurado ao trabalhador", afirmou Fausto. (TST)

Revista Consultor Jurídico, 23 de setembro de 2003, 14h08

Comentários de leitores

2 comentários

A posição do Exmo. Ministro é pertinente e prec...

Cid Bianchi ()

A posição do Exmo. Ministro é pertinente e precisa. No decorrer dos anos verificamos que as multinacionais, principalmente as montadoras, no âmbito trabalhista, fazem uma verdadeira guerra psicológica para com seus empregados. A cada dia que passa as pessoas ligadas a multinacionais realizam atos e mencionam fatos imprecisos e descordenados com a realidade de nosso País. Quaisquer motivos de órdem monetária, como queda das vendas entre outros fatores, são motivos para romper contratos de trabalho com o único propósito de tentarem amealhar beneplácitos do governo, quer federal, quer estadual, quer municipal. Não é de hoje que o governo federal rebaixa o percentual o IPI para carros novos, como de fato ocorreu a pouco tempo. Todavia, passados alguns dias as próprias montadoras reajustam os preços dos automóveis em uma verdadeira panacéia e uma tentativa de ludibriar a capacidade intelectual daqueles que estão investidos no Poder, como da própria população. Deveriam as montadoras "montar" um gerenciamento correto de suas fábricas, administrando-as de uma forma humana e coerente com a nossa sociedade. A maioria das montadoras estão em nosso País a mais de três décadas, bem porisso não falem que o Brasil não é um mercado promissor, pois se assim pensam, vocês estarão, novamente, ludibriando a capacidade intelectual do cidadão brasileiro. A greve é um DIREITO constitucional e não deve e não pode ser levada como um instrumento de coerção, quer pelos empregados, quer pelos empregadores.

A posição de sua Excelência, Ministro Fausto, m...

ramos (Advogado Sócio de Escritório)

A posição de sua Excelência, Ministro Fausto, merece ser respeitada e apoiada. Mais uma vez (e não foram poucas as vezes que as corporações multinacionais exploraram os brasileiros e nossas riquezas) está se repetindo uma velha e surrada prática já muito conhecida no âmbito das relações capital/trabalho. O que se espera com relação a reforma trabalhista que se avizinha, é que as correntes sindicais, aquelas historicamente comprometidas com a conservação dos direitos obtidos duramente pelos trabalhadores ao longo do tempo, mantenham-se coerentes e não se deixem iludir com o brilho dos holofotes e com a possibilidade de alguns DAS.

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