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Sexta-feira, 19 de setembro.

Primeira Leitura: estudo divulgado pelo FMI é uma ode ao governo.

Garoto-propaganda

O capítulo dedicado ao Brasil no estudo Perspectiva da Economia Mundial, divulgado ontem pelo FMI, é uma ode ao governo Lula. O texto elogia a política econômica do ministro Antonio Palocci (Fazenda), "que ajudou a fortalecer a confiança" no país, e cita especificamente o cumprimento da "meta de superávit primário de 4,25% do PIB neste ano e no médio prazo" como fator fundamental para melhorar a imagem do Brasil no exterior.

Pouco crescimento

Apesar de todo o esforço fiscal da gestão petista, o Fundo alerta: o crescimento continua fraco, e a economia brasileira, vulnerável. Ao comentar o estudo, o economista-chefe da instituição, Kenneth Rogoff, lembrou que a dívida interna ainda é de 65% do PIB.

Crescimento revisto

"Esses problemas não somem do dia para noite e é necessário um crescimento sustentado para diminuí-los como proporção do PIB, pelo menos na ausência de medidas mais radicais". O Fundo reduziu as projeções de crescimento do PIB de 2003: dos 2,8% previstos em abril, para 1,5%; e de 2004, de 3,5% para 3%.

Ortodoxia e crescimento

E alertou que a disciplina fiscal continua um "fator essencial" para fortalecer a confiança dos mercados na economia brasileira. Citou também os recentes avanços nas reformas tributária e da Previdência, ressaltando que eles "precisam ser mantidos". Sobre o relaxamento da política monetária adotado pelo Copom, Rogoff disse ser "adequado" devido à queda da inflação.

O ministério mais...

O governo decidiu adiar para outubro o lançamento do programa de unificação das ações sociais, cujo anúncio estava previsto para hoje. Ontem pela manhã, o ministro Luiz Gushiken (Secretaria de Comunicação), disse que o adiamento se devia à necessidade de aumentar a parceria com os governadores e que o programa seria lançado no dia 30 deste mês.

...Eficiente do governo

Já a campanha publicitária do programa está pronta. Produzida por Duda Mendonça, a peça foi apresentada na noite de quarta-feira aos ministros da área social e a José Dirceu (Casa Civil).

Nosso homem no mundo

O presidente Lula aproveitou a cerimônia de formatura dos alunos do Instituto Rio Branco para tecer elogios ao chanceler Celso Amorim e à condução da política externa brasileira. Segundo ele, a postura "firme e objetiva" que o país manteve na reunião da OMC, em Cancun, demonstra que o Brasil dispõe de uma capacidade de articulação talvez única.

Lindo e trigueiro

"Não aceitamos mais participarmos (sic) da política internacional como se fôssemos os coitadinhos da América Latina", disse o presidente. "Este país tem criança de rua, tem Carnaval, tem futebol. Mas este país tem muito mais do que isso. Este país tem grandeza, tem intelectuais, tem cientistas, tem trabalhadores, tem governantes, tem políticos, tem diplomatas, este país tem tudo para se igualar a qualquer país do mundo", completou.

Assim falou...Guido Mantega

"Eu concordo com o senhor. O ministro Malan precisou mesmo de muita ousadia para manter o câmbio fixo por quatro anos, para duplicar o endividamento público em quatro anos e também para manter elevadas as taxas de juros.".

Do ministro do Planejamento, durante audiência pública na Comissão Mista de Orçamento na Câmara, reagindo com surpreendente ironia à afirmação do deputado Alberto Goldman (PSDB-SP), de que o ex-ministro da Fazenda Pedro Malan era muito mais ousado do que os atuais ministros da área econômica do governo Lula. Ele disse que o Orçamento de 2004 ainda não é de seus sonhos, mas já é melhor do que o deste ano.

Está escrito

Se há uma área em que o governo Lula não deveria criticar seu antecessor, FHC, é a política externa. O chanceler Celso Amorim teve, de fato, um desempenho muito competente na rodada de Cancún. Mas defendeu a mesma posição que o Brasil já tinha na rodada anterior, de Doha, ainda no governo anterior.

Nesta área, mais do que em outras, vale a máxima de que o que é bom não é novo, e o que é novo não é bom. De novidade, apenas as peripécias do sr. Marco Aurélio Garcia na Venezuela, a sabujice do embaixador brasileiro com os crimes do ditador cubano Fidel Castro, a avaliação de que as Farc colombianas são guerrilheiros de libertação, quando são apenas narcotraficantes... Isso, com efeito, é novo. E isso, com efeito, é péssimo.

Revista Consultor Jurídico, 19 de setembro de 2003, 9h37

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