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Um ano no ar

Programa da Ajufe na TV Justiça faz primeiro aniversário

A Associação dos Juízes Federais do Brasil (Ajufe) decidiu marcar o primeiro aniversário de seu programa próprio na TV Justiça, o Justiça Para Todos, com novo cenário e uma edição especial de retrospectiva analítica, que vai ao ar nesta quinta-feira (18/9) à noite, às 21h30. Na retrospectiva, o juiz Luciano de Souza Godoy, vice-presidente da Ajufe na 3ª Região e que coordena a participação da entidade na TV, destaca os principais temas abordados pela entidade nas mais de 50 edições semanais produzidas no período.

A Ajufe foi uma das primeiras parceiras do Supremo Tribunal Federal no projeto da TV Justiça, tendo veiculado seu primeiro programa no mesmo dia em que o novo canal entrou no ar -- 11 de agosto de 2002. "A experiência foi tão positiva para tornar as atividades da Justiça Federal mais conhecidas da população que estamos negociando para breve a transmissão do Justiça Para Todos em rede aberta de televisão", anunciou Godoy.

Para tanto, a Ajufe investiu em novo cenário, que foi elaborado pelo vídeo designer André Fellipe Gato, da Rede Globo de Brasília. Gato participou na emissora do desenvolvimento de projetos gráficos como os das últimas eleições presidenciais (vinhetas e cenário dos debates) e do desfile das escolas de samba, no Carnaval 2003 (vinhetas, efeitos especiais e projeto visual da cabine suspensa dos jornalistas). Ele criou um cenário mais leve e moderno, mas manteve a cor característica da Associação, o azul, sua logomarca e símbolos associados.

Estreando a nova casa, Luciano Godoy rememorou o motivo que levou a Ajufe a investir num programa próprio de TV. "As decisões da Justiça Federal têm, atualmente, grande repercussão política e econômica, sobretudo em áreas como o combate à corrupção, sonegação fiscal, crime organizado, proteção ao meio ambiente, direito dos servidores públicos e controle da legalidade das políticas governamentais", ressaltou. Segundo ele, "a TV Justiça, voltada prioritariamente a informar o público não especializado em Direito, mostrou-se um instrumento fantástico de aproximação do Judiciário com a sociedade destinatária de sua atividade".

Godoy destacou que, nos mais de 50 programas produzidos neste primeiro ano, a Ajufe fez questão da participação não apenas de juízes federais de todas as instâncias mas também de representantes do governo federal e seus órgãos, entidades de classe e ONGs. "Trouxemos especialistas e estudiosos de cada área para abordar temas que vão da formação e perfil atual do juiz brasileiro até os entraves para a legalização das rádios piratas no país, passando pelos direitos humanos, do meio ambiente, dos povos indígenas e até pelo jornalismo investigativo no processo penal", afirmou.

Este último, inclusive, foi um dos programas que mais gerou retornos dos telespectadores à Ajufe e ao STF. Em duas edições especiais, a juíza federal Simone Schreiber, do RJ e que desenvolve tese sobre o tema, o procurador da República no DF, Guilherme Schelb, o repórter e colunista da Folha de São Paulo, Fernando Rodrigues, e o advogado criminalista Alberto Zacharias Toron (conhecido pela defesa do juiz aposentado Nicolau dos Santos Neto) debateram a polêmica investigação paralela da imprensa na cobertura de processos criminais, suas conseqüências para os suspeitos e a validade legal das provas assim levantadas.

O Justiça Para Todos também fez a cobertura de um evento histórico promovido pela Ajufe em Ribeirão Preto 2002, em que pela primeira vez no país reuniram-se juízes federais, procuradores da República, líderes do Movimento dos Sem Terra (MST), como Gilmar Mauro, e dirigentes do Incra para discutir o futuro da Reforma Agrária no Judiciário. A terceira participação da Ajufe no Fórum Social Mundial, cujas oficinas sobre Reforma Agrária, Trabalho Escravo e Movimentos Sociais atraíram cerca de 2 mil pessoas em 2003, foi outro evento especialmente registrado pela produtora do programa, a Gralha Comunicação e Vídeo, de Brasília.

O direito de minorias (deficientes físicos, homossexuais, negros); os juízes federais na justiça eleitoral e nas primeiras eleições totalmente informatizadas no Brasil, experiência pioneira em nível mundial; o foro especial para autoridades públicas; as mudanças na legislação para enfrentar a lavagem de dinheiro; o programa nacional de proteção às testemunhas e vítimas de crimes; o crime organizado e o sistema penitenciário nacional; as falhas da legislação atual sobre escutas telefônicas -- todos assuntos que mobilizaram a opinião pública -- foram debatidos no programa da Ajufe. Além, é claro, das atividades da entidade nas reformas do Judiciário, dos Códigos Penal e do Processo Penal e da Previdência.

A mais nova instância da Justiça Federal -- os Juizados Especiais Federais -- também teve seus avanços e dificuldades iniciais acompanhados pelo Justiça Para Todos, assim como a informatização do processo judicial, proposta pela Ajufe no Congresso.

"Não nos furtamos de debater nenhum tema que envolveu o Judiciário nesse período", orgulha-se Luciano Godoy. "É uma vitória para uma entidade como a nossa, que chegou aos 30 anos de atuação, conseguir produzir, manter e trazer sempre em dia com os temas de interesse da sociedade um programa de TV nesses moldes".

O programa vai ao ar nesta quinta-feira (18/9), às 21h30, e será reprisado no sábado, às 18h30, no domingo, às 13h, na segunda-feira, às 11h30 e na terça-feira, às 6h. (Ajufe)

Revista Consultor Jurídico, 18 de setembro de 2003, 20h00

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