Consultor Jurídico

Notícias

Você leu 1 de 5 notícias liberadas no mês.
Faça seu CADASTRO GRATUITO e tenha acesso ilimitado.

Terça-feira, 16 de setembro.

Primeira Leitura: Dirceu cobra redução de juros de empréstimos.

Retranca diplomática

Foi igualzinho ao jogo de um time pequeno (G-20) contra um grande time da primeira divisão, cheio de craques e com salários astronômicos (EUA e UE). O pequeno armou uma sólida retranca, evitou a esperada goleada, arrancou do time grande um empate e saiu de campo cantando vitória.

Empate com sabor de vitória

A 5ª Reunião Ministerial da Organização Mundial do Comércio (OMC), em Cancún, no México, terminou com um impasse-empate com sabor de vitória para o Brasil e os demais países do bloco que ficou conhecido como G-20.

Liderança brasileira

Liderados pelo chanceler brasileiro Celso Amorim, os países em desenvolvimento conseguiram efetivamente uma vitória: evitar que, mais uma vez, EUA e União Européia fugissem à discussão que menos lhes interessa, o fim dos subsídios à produção e exportação agrícola.

Para não perder o costume

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva definiu o resultado da reunião como uma novidade extraordinária na relação do Brasil com o mundo desenvolvido e aproveitou para criticar a atuação a gestão FHC na área. "Ninguém respeita quem vai negociar de cabeça baixa ou representante de Estado que tira sapato no aeroporto para entrar em outros países."

Então tá!

A Associação Americana da Soja (ASA, em inglês) divulgou documento em que acusa o Brasil de ser o culpado pelo fracasso da reunião de Cancún. "O que estamos vendo nas negociações é um grupo de países em desenvolvimento, liderados pelo Brasil, fazendo demandas de mão única, mas recusando-se a colocar suas próprias políticas na mesa", diz o texto. A associação também acusa o país de subsidiar a produção de soja. Então tá.

Juros em queda

É consenso no mercado que o Banco Central vai reduzir novamente a taxa-Selic. Desde a semana passada, no entanto, o "piso" de corte passou de 1,5 ponto percentual para 2 pontos, dada a fragilidade dos indicadores de atividade econômica.

No fundo do poço

A projeção do mercado financeiro para crescimento do PIB em 2003 caiu de 1,03% para 0,94%, segundo pesquisa semanal do Banco Central. É a sexta semana consecutiva de redução. Primeira Leitura apurou que o banco Credit Suisse First Boston (CFSB) também baixou sua previsão de crescimento neste ano, de 1,4% para 0,3%.

Cobrando a fatura

O ministro José Dirceu (Casa Civil) cobrou do sistema bancário a redução dos juros dos empréstimos. E disse que não há "hipótese" de o Brasil crescer com as elevadas taxas de juros cobradas pelos bancos nas linhas de crédito ao consumidor. "O país deu ao sistema bancário tudo o que foi pedido", disse, em tom de cobrança.

O ataque como defesa

Sem respostas para as críticas à atuação do governo na área social, o ministro José Graziano (Segurança Alimentar) voltou a atacar a herança recebida da administração tucana. Questionado sobre por que o governo não dá continuidade a programas já existentes na área social, respondeu: "O problema é que, às vezes, se esquecem que a roda que nos deixaram é quadrada".

O Poder e os Poderes

O ministro José Dirceu (Casa Civil) e o líder do governo no Senado, Aloizio Mercadante (PT-SP), afirmaram que, para inserir o PMDB no ministério alguns petistas podem perder os cargos. "Se o PT tiver de ceder espaço, seguramente o fará, porque sabe o compromisso que tem com este governo", declarou Mercadante.

Assim falou... José Dirceu

"Não se podem ver os conflitos no campo como causa, mas como conseqüência da crise econômica."

Do ministro da Casa Civil, ao comentar o aumento das invasões de terra e da violência no campo durante o governo Lula, e provando a reportagem de capa da revista Primeira Leitura de agosto, que afirmava que o problema do país são os sem-renda e os sem-emprego, não os sem-terra.

Tudo é história

O ministro Cristovam Buarque (Educação) disse, em entrevista ao jornal espanhol El País, que as divergências dentro do PT em relação às reformas tributária e da Previdência se devem ao fato de o partido não ter feito "as contas com seu passado antes de chegar ao poder". Na sua avaliação, a legenda deveria fazer um congresso extraordinário que indicasse que tipo de partido se deseja. Segundo ele, como o mundo e o Brasil mudaram, é preciso elaborar o que é o "lulismo". Eis aí um petista com respeito pela história!

Revista Consultor Jurídico, 16 de setembro de 2003, 9h57

Comentários de leitores

0 comentários

Comentários encerrados em 24/09/2003.
A seção de comentários de cada texto é encerrada 7 dias após a data da sua publicação.