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Sexta-feira, 12 de setembro.

Primeira Leitura: Cristovam Buarque está em rota de colisão com Lula.

Cheiro de óleo quente

Nunca tantos ministros arderam em óleo quente com tanta intensidade. Todos sabem que o governo Lula fará uma reforma ministerial, entre outras coisas, para cumprir o acordo com o PMDB, que aderiu à base aliada, deu seus preciosos votos para as reformas e agora aguarda suas compensações.

Dança das cadeiras

O presidente gostaria de esperar até o fim do ano. A ala política do Planalto é favorável a uma antecipação na dança das cadeiras. Com ou sem PMDB, no entanto, o desgaste de algumas figuras do alto escalão se acelerou. E por motivos diversos.

Dia do Fico

O ministro da Educação, Cristovam Buarque, está em clara rota de colisão política com o governo Lula. Seu principal pecado tem sido a independência. Embora apóie as medidas fiscalistas de Antonio Palocci (Fazenda), cobra com ênfase mais verbas no Orçamento para a sua área e resiste aos pedidos de nomeações políticas enviadas por José Dirceu (Casa Civil). Ontem, afirmou que pretende continuar no governo.

Ventos novos

Outros ministros também perderam espaço. Miro Teixeira (Comunicações) atacou as agências reguladoras e as empresas de telefonia enquanto isso interessou ao Planalto. Agora, está sem espaço até em seu partido, o PDT. Ontem, restou-lhe subir no carro de som de grevistas dos Correios...

Os sem-proposta

Na área econômica, Guido Mantega (Planejamento) e Carlos Lessa (presidente do BNDES) parecem caminhar para a reta final em seus respectivos cargos. O primeiro ficou conhecido por previsões que não se cumprem e por exercícios retóricos em claro desacordo com a realidade. O segundo conseguiu levar o principal banco de fomento do país à virtual paralisia.

Dias contados

Roberto Amaral (Ciência e Tecnologia) estreou no cargo defendendo o direito de o Brasil ter bomba atômica. Benedita da Silva até hoje não disse a que veio.

Contra o calote

O governo brasileiro, orientado por Antonio Palocci (Fazenda), apostou as fichas no ministro argentino Roberto Lavagna (Economia), que era contra o calote. Foi por isso que o Planalto ficou na torcida para não ter de apoiar uma decisão do presidente Néstor Kirchner que desagradava a Palocci e ao FMI, com quem Lula quer manter as melhores relações possíveis.

Sem-resposta

Surpreendido pela postura de Kirchner, e com o chanceler Celso Amorim em Cancún, na reunião ministerial da Organização Mundial do Comércio, o Planalto não soube articular uma saída diplomática e emitir, ao menos, uma moção de solidariedade institucional com as dificuldades dos argentinos.

Elogios

Ontem, sem citar Lula, Kirchner criticou o distanciamento brasileiro nas horas finais da negociação como FMI, dizendo que "alguns se ausentaram por algumas horas". E fez questão de agradecer o apoio dos EUA.

O Brasil que comemora

O governo brasileiro vendeu nesta quinta US$ 750 milhões em bônus com vencimento em 7 de agosto de 2011. O spread pago foi de 6,33% e o juro final ao investidor atingiu 10,66%.

O Brasil que lamenta

O nível de emprego na indústria paulista encerrou o mês de agosto com queda de 0,26% em relação a julho, a quinta retração consecutiva, o que corresponde ao fechamento de 3.940 postos de trabalho.

Assim falou... Luiz Inácio Lula da Silva

"Agora não posso mais fazer promessa. Agora tenho que cumpri-las. Esse é o fato ruim de perder muitas eleições. É porque se assume muitos compromissos."

Do presidente, na cerimônia de reinstalação do Conselho Nacional de Ciência e Tecnologia, em Brasília. No discurso, ele aproveitou para fazer chacota com o ministro Roberto Amaral.

Bolsa de futuros

"O destino das conversas da OMC esta semana podem estar nas mãos de um bloco de 21 países em desenvolvimento que querem que os Estados Unidos e a Europa reduzam a ajuda a fazendeiros, mas insistem em manter suas próprias proteções comerciais."

A frase, que abre reportagem de ontem do The Wall Street Journal, jornal conservador americano, sobre a rodada de Cancún, dá uma boa idéia de como a mobilização do chamado G-21 ganhou importância no cenário das negociações comerciais internacionais. Certamente, a avaliação do Journal está um pouco superestimada. De qualquer forma, o equilíbrio de forças parece, ter mudado definitivamente, como também nota o jornal americano, o que não deixa de ser um avanço importante.

Revista Consultor Jurídico, 12 de setembro de 2003, 9h41

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