Consultor Jurídico

Notícias

Você leu 1 de 5 notícias liberadas no mês.
Faça seu CADASTRO GRATUITO e tenha acesso ilimitado.

Quinta-feira, 11 de setembro.

Primeira Leitura: silêncio de Lula causou mal-estar na Argentina.

 

 

 

 

Que Mercosul é este?

O Brasil foi o único país importante das Américas a não se manifestar sobre a moratória do governo argentino, confirmada ontem quando o país deixou de pagar uma dívida de US$ 2,9 bilhões ao FMI. O silêncio de Luiz Inácio Lula da Silva causou mal-estar na Argentina.

Ausência ruidosa

Os dois principais jornais do país, Clarin e La Nación, deram destaque ao assunto. O segundo chamou o brasileiro de "grande ausente" entre os latino-americanos. Os principais mandatários da América do Sul, como Ricardo Lagos, do Chile, Álvaro Uribe, da Colômbia, e Alejandro Toledo, do Peru, hipotecaram solidariedade a Néstor Kirchner.

Até eles!

Até o governo americano recomendou "moderação" ao Fundo. Segundo o Clarin, Lula não se manifestou apesar das "insistentes ligações" feitas desde Buenos Aires. Na abertura da reunião da Organização Mundial do Comércio, em Cancún, o presidente mexicano, Vicente Fox, foi bastante aplaudido ao defender a Argentina.

Caminho mais difícil

A única manifestação de um integrante do governo brasileiro foi uma declaração algo estapafúrdia do presidente do BNDES, Carlos Lessa. Em um seminário, ele defendeu integração "por ar e mar" com a Argentina! Integração política, porém...

Ambigüidade

Enquanto se abstém de comentar o caso argentino, o governo brasileiro tenta fazer parecer que não precisa de um novo acordo com o FMI, embora o país ainda não tenha decidido se vai ao Fundo ou não. O Secretário para Assuntos Internacionais do Ministério da Fazenda, Otaviano Canuto, disse ontem que "do ponto de vista financeiro" não há necessidade de renovar o acordo.

Conflito no Caribe

As posições conflitantes dos países emergentes e do bloco EUA/União Européia sobre agricultura vieram à tona já no primeiro dia de reuniões do encontro da OMC, em Cancún, no México.

Pobres...

Falando em nome do G-21, que reúne os maiores países emergentes, como Brasil, China, Índia e México, o chanceler brasileiro, Celso Amorim, disse que não haveria negociação possível se a proposta fosse muito próxima do documento apresentado pelos Estados Unidos e pela UE.

...E ricos

Os representantes europeus responderam cobrando que os países pobres e emergentes também façam concessões comerciais. O comissário da UE para a Agricultura, Franz Fischler, disse que a proposta do G-21 era uma tentativa de "criar diferentes tipos de OMC, uma para os ricos e outra para os pobres".

Pobres meninos ricos

Frase de um agricultor americano: "Esta é uma batalha dos ricos contra os pobres. E ninguém é mais pobre que os agricultores nos EUA". Uma única cooperativa de plantadores de arroz, com 9 mil participantes, recebeu US$ 100 milhões em 2002!

Assim falou...Cristovam Buarque

"Oito meses [de governo Lula], coisa e tal, blablablá, o Orçamento ainda é importado, mas a gente vai ter de responder (...) Temos de ter compromisso com a educação e com a estabilidade monetária."

Do ministro da Educação, durante palestra para alunos secundaristas em Brasília, quando convocou os estudantes a fazer uma passeata até o Congresso para pedir mais verbas para sua pasta. Apesar disso, o ministro disse que tentou cumprir a ordem de Lula, para que os ministros não reclamassem da escassez de recursos.

Tudo é história

Há dois anos, em 11 de setembro de 2001, os atentados que derrubaram as torres gêmeas do World Trade Center mudaram o mundo. A guerra ao terrorismo tornou-se a bandeira política e de segurança externa do presidente George W. Bush. Em busca de Osama bin Laden, o líder do grupo Al Qaeda, que realizara os ataques, e do Talibã, que lhe dava suporte, os EUA foram à guerra contra o Afeganistão.

Em busca de supostas armas de destruição em massa, os EUA foram à guerra contra o Iraque. No segundo aniversário do pior atentado terrorista da história, o Iraque pós-guerra tornou-se um atoleiro e o Afeganistão permanece instável. Pior: Bin Laden continua vivo e com um senso de oportunidade incrível. Ontem na véspera do aniversário dos atentados, uma nova gravação atribuída a ele foi divulgada pela rede árabe Al Jazeera. "A verdadeira batalha ainda não começou", anunciou o líder terrorista.

Revista Consultor Jurídico, 11 de setembro de 2003, 10h37

Comentários de leitores

0 comentários

Comentários encerrados em 19/09/2003.
A seção de comentários de cada texto é encerrada 7 dias após a data da sua publicação.