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Bate rebate

Empresa Dolly afirma que procuradores deveriam interpelar Coca-Cola

A empresa Dolly rebateu a nota da Associação Nacional dos Procuradores da República em defesa do procurador Márcio Schusterschitz. De acordo com a empresa "a Associação deveria, sim, interpelar e solicitar explicações, mas à Coca-Cola".

O proprietário da Dolly, Laerte Codonho, disse à revista IstoÉ Dinheiro que sua empresa estava sendo perseguida pelo procurador. A entidade respondeu que ele estava apenas fazendo seu trabalho.

Na tréplica, a empresa declarou que pretende entregar gravações e documentos às autoridades que, "devido à sua imensa gravidade não foram revelados à imprensa, por lidar com instituições públicas que primamos em respeitar".

Ainda de acordo com a Dolly, "todas as dívidas citadas [na nota da ANPR] estão sendo contestadas" e "as fiscalizações ainda não foram encerradas, nem julgadas em suas instâncias administrativas, uma vez que erros nos autos lavrados não permitiram, sequer, suas conclusões".

Leia a nota da Dolly:

Após tomar conhecimento da nota emitida pela Associação Nacional dos Procuradores da República (ANPR), em defesa do procurador Márcio Schusterschitz da Silva Araújo, a Dolly tem o seguinte a esclarecer:

A empresa confia inteiramente nas autoridades, na Justiça e no Ministério Público, enquanto guardiões dos direitos civis e empresariais. Tanto que está agendando para os próximos dias encontros, em Brasília, com os ministros Márcio Thomaz Bastos, da Justiça, Antonio Palocci, da Fazenda, e com o Procurador-Geral da República, Cláudio Fonteles.

A Associação deveria, sim, interpelar e solicitar explicações, mas à Coca Cola. Foram os ex-diretores do sistema Coca-Cola que garantiram e descreveram, em detalhes -- em gravações já oficializadas aos órgãos públicos responsáveis -- a manipulação de agentes públicos para a tática desleal de perturbação da concorrência.

No caso, a Dolly foi a vítima da perseguição e continuará à disposição das autoridades para a comprovação devida. "Não era só comprar, mas contratar aquele lobista que tem a missão clara de ir lá encher o saco todo dia", é apenas uma das declarações do ex-diretor da Coca-Cola, Luís Eduardo Capistrano do Amaral, entre outras que estão em nosso poder.

Justamente, pretendemos entregar em mãos das autoridades gravações e documentos, que devido à sua imensa gravidade não foram revelados à imprensa, por lidar com instituições públicas que primamos em respeitar;

Enfatizamos ainda que todas as dívidas citadas estão sendo contestadas e que as fiscalizações ainda não foram encerradas, nem julgadas em suas instâncias administrativas, uma vez que erros nos autos lavrados não permitiram, sequer, suas conclusões. Outras dívidas já foram negociadas e estão sendo pagas legal e devidamente, através do Refis I, como podemos comprovar a qualquer momento.

Quanto à ação penal citada, ressaltamos que o fiscal da Receita que assinou essa representação é o mesmo que teve o nome remetido imediatamente, para instauração de inquérito e apuração de crime pela Polícia Federal, pela Juíza Federal de São Bernardo do Campo, após esta ouvir o depoimento dos acusados, e ficar estarrecida com a incoerência jurídica das acusações. Foi neste fiscal da Receita que o procurador Schusterschitz, da mesma Vara, se baseou. O que mais uma vez comprova que a indústria Dolly é vítima desta armação engendrada pela Coca-Cola;

Finalmente, também nos colocamos à disposição do Dr. Nicolao Dino, douto presidente da ANPR, para todos os esclarecimentos necessários e acesso aos documentos citados.

São Paulo, 10 de setembro de 2003

Ragi Refrigerantes S/A

Revista Consultor Jurídico, 10 de setembro de 2003, 18h48

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