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Venda de notícias

China é o país onde há mais chance de suborno de jornalista

A China é o país onde há maior probabilidade de jornalistas serem subornados. Em segundo lugar, está a Arábia Saudita e em terceiro vêm Vietnam, Bangladesh e Paquistão. O Brasil ocupa o 14º lugar do ranking, ao lado da Hungria. Os dados são de um levantamento feito por Dean Kruckeberg e Katerina Tsetsura, de universidades dos Estados Unidos.

O país onde os jornalistas são menos suscetíveis a suborno, de acordo com a pesquisa, é a Finlândia. Em seguida, empatadas, estão Dinamarca, Nova Zelândia e Suíça. Os Estados Unidos ficaram com a quinta colocação em termos de resistência à venda de notícias, ao lado de Canadá, Áustria, Holanda, Suécia e Bélgica.

O levantamento abrange 66 países e diz respeito somente a profissionais de jornais impressos. Como é impossível registrar com precisão a ocorrência de suborno, os pesquisadores elaboraram o ranking fazendo correlações entre oito variáveis (como amplitude da legislação contra corrupção, índice de alfabetização da população adulta, qualidade do código de ética jornalística e concorrência na mídia) e a probabilidade de um jornalista pedir ou aceitar suborno para a publicação de notícias.

A metodologia da pesquisa foi questionada pelo jornalista José Roberto de Toledo, especializado no uso de estatísticas aplicadas ao jornalismo. Segundo ele, "a pesquisa é enganosa porque vende uma idéia de probabilidade sem comprová-la". Toledo afirmou que a metodologia do levantamento "não demonstra, estatisticamente, que existe correlação entre os fatores apresentados (como longa tradição democrática) e idoneidade da imprensa. Há apenas presunção de supostos especialistas."

O jornalista explicou que mesmo houvesse correlação estatística, isso não significa necessariamente uma relação de causa e efeito. "Ou seja, a falta de tradição democrática de um país não implica automaticamente que seus jornalistas sejam facilmente subornáveis", completou.

Outro fato que invalida o levantamento, segundo Toledo, é a ausência de contraprova. Isto é, os pesquisadores não checaram se, de fato, é praticamente impossível subornar jornais na Finlândia, por exemplo, e se é fácil comprar matérias na imprensa chinesa. Para o jornalista, "pode ser até que isso seja verdade, mas não será esse ranking que vai provar".

O estudo foi patrocinado pelo Hürriyet, o principal jornal da Turquia, e pelo Institute for Public Relations, dos Estados Unidos. Segundo os organizadores, o objetivo foi oferecer uma mensuração útil por meio da qual os países pudessem monitorar a questão do suborno e comparar sua situação com as de outras nações.

Clique aqui para ler a íntegra do estudo, em inglês.

Com informações do Institute for Public Relations.

Revista Consultor Jurídico, 10 de setembro de 2003, 14h25

Comentários de leitores

1 comentário

Jornalista na China não é subornado, ele é obri...

Jose Cicero de Carvalho Brito (Praça do Exército)

Jornalista na China não é subornado, ele é obrigado a escrever aquilo que o partido quer. No Brasil sim, temos a pior classe de jornalistas do mundo em termos de corrupção, aí está a rede globo, revista veja, existem alguns decentes, mas estes vivem mudando de emprego. quais as notícias sobre a CPI do BANESTADO, pra não citar outros...

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