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Profissão perigo

"Oficiais de justiça correm risco de morte no exercício da profissão"

Nos próximos dias, a presidente da Associação dos Oficiais de Justiça do Estado de São Paulo (AOJESP), Yvone Barreiros Moreira, entregará ao presidente do Tribunal de Justiça de São Paulo, Sérgio Augusto Nigro Conceição, sugestões da entidade para a reforma do Judiciário.

O documento aponta as más condições de trabalho dos Oficiais de Justiça, destacando o risco de morte no exercício da atividade. "Hoje, na Grande São Paulo, os Oficias são agredidos, moral e fisicamente, ao cumprirem seus mandados nas regiões periféricas da cidade. Sofrem ameaças e intimidações. Em algumas favelas, os Oficiais têm de pedir licença aos líderes locais para poderem entrar nesses lugares. Muitas vezes o acesso só é possível com a segurança da polícia militar ou da polícia civil. Sem se falar no número de Oficiais que é insuficiente para a demanda das varas", diz.

Além da reivindicação por melhores condições de trabalho, Yvone pretende cobrar o não-cumprimento de itens negociados anteriormente com o TJ-SP. Como a criação do plano de cargos, carreiras, vencimentos e salários para os Oficiais de Justiça.

Revista Consultor Jurídico, 5 de setembro de 2003, 17h04

Comentários de leitores

3 comentários

Infelizmente, a Sra. Yvone Barreiros distorce o...

César Augusto Fontes Mormile ()

Infelizmente, a Sra. Yvone Barreiros distorce os fatos, premeditamente, acerca de inúmeros acontecimentos relacionados aos Oficiais de Justiça. A mencionada senhora deveria dar publicidade a sociedade civil acerca de inúmeras ações judiciais e processos administrativos instaurados pelos Juízes a fim de se efetuar a apuração da conduta funcional desta classe que se intitula tão "merecedora de direitos". Não há dúvidas que a maioria destes servidores desempenham as suas funções com dignidade, ética e com arrimo na Lei 10.261/68. Contudo, existem oficiais que descumprem a legislação vigente, cometendo, portanto, inúmeros crimes e faltas funcionais. A título ilustrativo: A Sra. Ivone postula, em diversos meios de comunicação, que os Srs. Oficiais de Justiça não auferem vencimentos condizentes com a relevância da função desempenhada e merecem "mundos e fundos". Todos sabiam que um Oficial de Justiça, após 5 ou 7 anos de serviços, não auferem vencimentos menores do que R$ 3.000,00 por mês?? Será que a "classe dos Oficiais de Justiça" é tão desprestigiada?? A demagogia e o falso moralismo, infelizmente, ainda são práticas cometidas por algumas pessoas. O comportamento social e ocorporativismo da classe dos Oficiais de Justiça, em algumas situações, é curiosa: em algumas situações, não vemos esta classe se aliar com os advogados, juízes, promotores e demais membros do Judiciário. Continuam, infelizmente, visando os interesses próprios em despeito da coletividade. Querem, querem, querem. Será que oferecem a contraprestação devida??

Quem corre risco de vida é um morto que está em...

Marcondes Witt (Auditor Fiscal)

Quem corre risco de vida é um morto que está em condições de ressucitar. Um vivo, se está numa UTI ou exerce atividade de risco (como os oficiais de justiça), corre risco de morrer, portanto, está em "risco de morte". Observe que de uns três anos para cá, boa parte dos meios de comunicação corrigiu este equívoco. Para comparar, supondo que a parte de um processo está em vias de perder sua ação, ela corre "risco de vitória" ou "risco de derrota"?

desculpe! não seria risco de vida???

Rodolfo Hazelman Cunha ()

desculpe! não seria risco de vida???

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