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3 setembro 2003

Novo rumo

CPI do Banestado encontra pista de lavagem de mais US$ 3,9 bi

O Ministério Público Federal divulgou, nesta quarta-feira (3/9), que foram encontrados mais US$ 3,9 bilhões em contas de Nova York, lavados a partir do Banestado de Foz do Iguaçu. Os documentos que contêm tais informações financeiras foram entregues aos membros da CPI Mista do Banestado, na semana passada nos EUA, em 274 caixas. Com essa nova descoberta, já chega quase a US$ 35 bilhões o montante lavado por brasileiros nos EUA.

Esses US$ 3,9 bilhões, segundo o MPF, foram lavados após 1998. Estima-se que essa soma possa crescer nos próximos dias. Quando o MPF encontrou a "conta Tucano", por exemplo, as primeiras provas davam conta da lavagem de R$ 60 milhões, que subiram para R$ 270 milhões após novos rastreamentos. Espera-se que o mesmo aconteça com esses US$ 3,9 bilhões.

O MPF mantém, no entanto, sigilo sobre os líderes de lavagem nesse novo lote de ablução monetária. Sabe-se que três deles são políticos de primeiro escalão de São Paulo.

O MPF já dispõe também de provas de nova lavagem de dinheiro a partir de abril de 1999, montadas a partir, desta vez, de um banco de São Paulo.

Revista Consultor Jurídico, 3 de setembro de 2003

Comentários

Comentários de leitores: 2 comentários

4/09/2003 16:54 Daniel Henrique Ferreira e Silva (Outros)
Ao colega João Luiz gostaria de esclarecer que ...
Ao colega João Luiz gostaria de esclarecer que o uso deste nome não é nenhuma forma de calúnia. Foi este termo, tucano, que apareceu nos documentos de registro de transações dos bancos investigados. O termo não surgiu do nada. Sugiro que o nobre colega acompanhe com mais sagacidade o noticiário sobre este gravíssimo caso de crime contra o sistema financeiro.
3/09/2003 17:40 Joao luiz coelho da Rocha (Advogado Sócio de Escritório - Comercial)
o que é a "conta tucano"/ Quem a chama assim? o...
o que é a "conta tucano"/ Quem a chama assim? o jornalista? A inferência é evidentemente caluniosa, tentando imputar um crime a membros do PSDB, já que não há evidência nenhuma nesse sentido, A expressão, por si só é maliciosa e criminosa por denotar uma imputação delituosa.

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