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29 outubro 2003
Causa própria
MPF defende em evento a prerrogativa de conduzir inquéritos criminais
Na abertura do XX Encontro Nacional dos Procuradores da República, os integrantes do Ministério Público Federal destacaram a importância de se acelerar a reforma do Judiciário e a necessidade de se reconhecer as atribuições investigatórias da instituição.
No evento, que começou nesta terça-feira (28/10), em Florianópolis (SC), o presidente da Associação Nacional dos Procuradores da República (ANPR), Nicolao Dino, afirmou que "todas as resistências ora enfrentadas, travestidas de 'interpretação autêntica da norma', são, na realidade, fruto de inegável conservadorismo". Segundo ele, as resistências viabilizam involuntariamente o interesse da macro criminalidade, ao reforçar o elevado grau de desorganização do Estado na ações de combate.
Dino também defendeu a adoção, por parte do Judiciário, de medidas que desburocratizem a Justiça independentemente da tramitação da Reforma do Judiciário.
O procurador-geral da República, Claudio Fonteles, reafirmou a autonomia e independência da instituição: "Nós não somos Poderes, não queremos ser Poderes. Mas, nós jamais nos submeteremos, enquanto eu for procurador-geral da República, a nenhum Poder", afirmou. Ele ressaltou, ainda, o papel social da instituição, mencionando o convênio firmado entre o MPF e o programa Fome Zero.
Também presente à cerimônia de abertura do XX ENPR, o governador de Santa Catarina, Luiz Henrique da Silveira, lembrou que houve articulações na Assembléia Constituinte de 1988, da qual foi membro, para "transformar o Ministério Público no bastião de defesa da ordem jurídica".
Também participaram da abertura do Encontro os ministros Joaquim Barbosa, do Supremo Tribunal Federal; Gilson Dipp, do Superior Tribunal de Justiça; e Álvaro Ribeiro da Costa, advogado-geral da União. (ANPR)
Revista Consultor Jurídico, 29 de outubro de 2003
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