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27 outubro 2003
Drible marcado
Juiz descobre manobra para adiar júri e réu sai preso de Fórum
O ex-PM Arlindo Maginário Filho, um dos acusados pela Chacina de Vigário Geral, saiu preso do II Tribunal do Júri na manhã de sexta-feira (24/10). Ele seria julgado pela segunda vez pela morte de 21 pessoas e tentativa de homicídio de outras quatro, em agosto de 1993. Ele já foi condenado a uma pena superior a 20 anos. Por ter feito uma manobra para adiar o júri, acabou preso por decisão do juiz Luiz Noronha Dantas. O novo julgamento foi marcado para o dia 14 de novembro, a partir das 9 horas.
Segundo o juiz, Arlindo Maginário chegou mais de 20 minutos atrasado e seu advogado de defesa, Walter Baptista dos Santos, sequer compareceu. Além disso, ao ser indagado a respeito de seu advogado, o ex-PM afirmou que não sabia nem qual era seu nome. Para o juiz, a manobra foi feita para que o réu não fosse julgado e preso, caso condenado. "Não se pode assistir passivamente a esta chicana. A prisão preventiva do réu é um sinal de que este Tribunal não admite tais expedientes, nem os premia com a impunidade", afirmou.
Maginário estava sendo assistido por um defensor público, mas o substituiu por Walter Baptista dos Santos na última quarta-feira, ou seja, apenas dois dias antes do júri. O advogado pediu então o adiamento da sessão para que pudesse estudar o processo, mas o juiz decidiu analisar o pedido na abertura do julgamento. Como o advogado não compareceu, o juiz determinou o envio de ofício à OAB-RJ para que sejam tomadas medidas disciplinares contra o ele. Além disso, o juiz mandou comunicar ao defensor público a data do novo júri popular, que acontecerá mesmo que o advogado falte novamente.
Segundo o Ministério Público, a chacina de Vigário Geral foi uma vingança pela morte de quatro policiais militares em Vigário Geral. Mais de 50 pessoas, em diversos grupos, atacaram os moradores nas ruas, invadiram uma casa e chegaram a explodir uma granada no interior de um bar.
Ao todo, foram denunciados 52 PMs, dos quais apenas sete foram condenados. Desses, só três estão presos cumprindo pena. Dois acusados estão foragidos, seis morreram, dez foram impronunciados e 27 absolvidos. Maginário foi condenado a 441 anos de reclusão em 1997, mas teve a pena reduzida para 77 anos pelo STF. Desde o ano passado, aguardava em liberdade o segundo júri popular. (TJ-RJ)
Revista Consultor Jurídico, 27 de outubro de 2003
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Comentários de leitores: 3 comentários
Absolutamente incorreta a decisão do ilustre ma...
Decretar a prisão preventiva do réu que se atra...
O ilustre Magistrado está de parabens, pois man...
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