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1 outubro 2003
Cibercrimes
Delegacia paulistana investiga crimes praticados na Internet
O que eles esquecem (ou não sabem) é que deixam mais rastros do que imaginam. Eles são os criminosos virtuais que, entre outras iniciativas, aplicam golpes contra correntistas de bancos e usuários de cartões de crédito ou disseminam imagens de pedofilia na Internet.
O que eles também esquecem é que as vítimas desses golpes ou crimes virtuais têm, há três anos, a quem recorrer: a 4ª Delegacia da Divisão de Investigações Gerais, ou a 4ª Delegacia de Meios Eletrônicos, que fica na sede do Departamento de Investigações sobre o Crime Organizado de São Paulo (Deic).
Segundo o delegado-titular Arlindo José Negrão Vaz, injúrias e difamações no meio virtual também são enquadradas como crimes contra a honra. Por isso, quando pensar em mandar um e-mail anônimo para um desafeto ou escrever impropérios em uma sala de bate-papo virtual, pense duas vezes.
Você pode ser denunciado e, nessas situações, o anonimato é bem relativo. "Quando o agressor envia uma mensagem, um caminho é criado e seus passos ficam gravados. Para identificar a origem, acionamos o provedor, identificamos o canal telefônico usado e percorremos a trilha, chegando à pessoa infratora."
Qualquer delegacia recebe a denúncia
Atualmente, cinco escrivães e 11 investigadores revezam-se no trabalho diário. A delegacia tem atendido cerca de 40 ocorrências por mês. O delegado avisa: "Qualquer distrito policial da cidade pode atender às vítimas desses crimes".
Segundo Negrão, a maioria dos bancos, com receio do escândalo, dificulta o trabalho da polícia, sonegando informações. Ou, então, o cliente, ao ver a sua situação regularizada na instituição financeira, não faz a denúncia. "Para as investigações desses crimes dependemos muito da parceria com o Poder Judiciário que autoriza a liberação de informações."
Fique alerta
Uma dica importante é ficar atento a sites estrangeiros ou e-mails desconhecidos com anexos. Ao receber um correio eletrônico oferecendo boa promoção ou solicitando o recadastramento em um banco, cuidado. A pechincha pode ser um dos muitos disfarces usados por programas espiões que roubam as informações de seu computador, como dados pessoais e senhas bancárias. A maior parte dos chamados roubos mediante fraude ocorre depois que o usuário abre o anexo de um e-mail de origem.
Serviço
A 4ª Delegacia da Divisão de Investigações Gerais fica na Rua Zaki Narchi, 152 - Carandiru, em São Paulo. Telefone (11) 6221-7030. (Agência Imprensa Oficial-SP)
Revista Consultor Jurídico, 1º de outubro de 2003
Comentários
Comentários de leitores: 1 comentário
Meus prezados, Sou advogada nesta área e dev...
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