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14 novembro 2003
Pingo no i
Anaconda: Jacques Eluf foi vítima de uma casualidade.
O empresário Jacques Eluf, presidente da I.A.T. Companhia de Comércio Exterior, não teve participação no caso Anaconda. Ele foi citado na operação apenas como ex-proprietário do apartamento comprado por Norma Regina Emílio, ex-mulher de Rocha Mattos.
Ele disse que não conhece o juiz João Carlos da Rocha Mattos. Diferentemente do que foi publicado na revista Consultor Jurídico, Eluf afirmou que não conhece o ex-presidente José Sarney nem tem contato com a família Gerdau.
Leia a entrevista:
O senhor conheceu o juiz Rocha Mattos ou sua ex-mulher, Norma Emílio?
Não conheço o juiz Rocha Mattos. Provavelmente devo ter conhecido a sua ex-esposa.
Como o senhor entrou em contato com ela (ou vice-versa) para a venda do imóvel da Praça da República?
Em 1990, a corretora Ana Maria Miotto ou Miozzo que me procurou e realizou a venda.
Os policiais que investigam o caso nada têm contra o senhor obviamente. O seu nome entrou na história apenas por constar de uma escritura. Foi consultado pelos policiais um site da Internet donde consta o seguinte:
The nominees chosen by BCCI were extremely prominent members of BCCI's elite. Jacque Eluf, who it was guaranteeing against loss, was one of the wealthiest men in Brazil, owner of IAT Co., Brazil's largest exporter of industrial alcohol, with a net worth in 1986 of about $100 million. BCCI nominee Carlos Leoni Siqueria was one of Brazil's leading attorneys, on the board of directors of companies such as IBM Brazil and Grupo Gerda, Brazil's largest privately owned steel manufacturing company. BCCI Nominee Sergio da Costa was at the time the most senior member of the Brazilian diplomatic corps and a close associate of then Brazilian president Jose Sarney.(41)
O senhor tem relações com Sarney e família Gerdau?
No texto em inglês acima, não consegui ver nenhuma vinculação minha com o ex-presidente Sarney ou a família Gerdau. Não conheço e nem tive o prazer de conhecer o presidente Sarney e não tenho amizade com a família Gerdau.
O que o senhor faz hoje?
Continuo exercendo a minha atividade desde 1975 de presidente da I.A.T. Companhia de Comércio Exterior.
O que aconteceu com o BCCI?
O Banco de Crédito e Comércio Internacional, instituição financeira brasileira, foi desativado por decisão dos acionistas do qual era majoritário. Posteriormente, vendemos o banco, com passivo zero, operação feita com total anuência e conhecimento do Banco Central e Receita Federal. Reitero que o banco nunca foi fechado e nem deixou nenhum cliente, literalmente falando, com as calças nas mãos.
O senhor já chegou alguma vez a ser procurado pela PF pelo fato de ter vendido um imóvel a uma pessoa ligada a Rocha Mattos?
Não.
Revista Consultor Jurídico, 14 de novembro de 2003
Comentários
Comentários de leitores: 2 comentários
A imprensa e a polícia tem se utilizado muito d...
Pois é. Apenas porque exerceu um direito seu, d...
A seção de comentários deste texto foi encerrada em 22/11/2003.