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'Bate-cabeça'

Transferência de Beira-Mar para Alagoas irrita Policiais Federais

A transferência do megatraficante Fernandinho Beira-Mar para a sede da Polícia Federal em Alagoas gerou uma nota de protesto, pesadíssima, por parte da Federação Nacional dos Policiai Federais- entidade que congrega mais de 15 mil delegados e agentes da instituição em todo o Brasil.

"O governo está batendo cabeça, sendo irresponsável, contrariando a lei, fraco, temeroso", diz Francisco Carlos Garisto, presidente nacional da Federação. Garisto, fundador da entidade, já foi segurança particular de dois presidentes dos EUA, do Príncipe Charles e do Papa João Paulo Segundo.

"Os 130 agentes de Alagoas estão muito revoltados. Para se ter uma idéia, na mesma cadeia que Fernandinho vai ficar, não faz muito tempo, um preso arrancou as grades da cela com suas próprias mãos. Só `não fugiu porque foi contido por agentes", revela Francisco Carlos Garisto.

"O governo deve saber que contraria a lei. Fernandinho deve legalmente cumprir sua pena no Rio de Janeiro. O governo está negociando verbas com os Estados para onde manda o traficante. Ele está posando de presidente da república, com escolta de primeira, vôos de primeira, virou um turista porque o governo não tem como controlá-lo. Foi uma péssima ideia mandá-lo para Alagoas", dispara Garisto.

Ele sustenta que suas declarações surgem da vontade dos 130 agentes federais alagoanos e, sobretudo, da expressão das vontades desses agentes "que não se sentem tranqüilos com esse esquema governamental que é do tipo bate-cabeça".

Revista Consultor Jurídico, 27 de março de 2003.

Revista Consultor Jurídico, 27 de março de 2003, 12h02

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