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'Ético e idealista'

Corte Especial do STJ homenageia o advogado Theotônio Negrão

O Brasil está mais pobre com a perda de um dos maiores expoentes das letras jurídicas do país, disse o ministro Sálvio de Figueiredo no discurso em que homenageou o jurista Theotônio Negrão, morto, aos 85 anos, no dia 20 de março. A homenagem foi feita na Corte Especial do Superior Tribunal de Justiça.

Ao traçar a trajetória do advogado e escritor, Figueiredo ressaltou a figura do jurista de lucidez e correição irreparáveis e o ser humano de muitas virtudes. "Ético e idealista, foi inigualável naquilo a que corajosamente se propôs na seara jurídica: ser útil", acrescentou.

"Não obstante seu invejável perfil cultural, o que mais se admira em Theotônio Negrão era a sua biografia como ser humano. Despido de vaidades, culto e excepcionalmente simples, a todos encantava já ao primeiro contato, o que mais se acentuava à medida em que dele mais nos aproximávamos. Era afável, educado, lhano de trato, de conversa agradável e espirituosa, elegante nos gestos e cordial no afeto", recorda. Segundo o ministro, Negrão era "um jurista qualificado pela grandeza e um ser humano de dimensão ainda maior."

Lembrando a grande contribuição literária, principalmente na área de Direito Civil, oferecida pelo jurista, o ministro referiu-se a ele como "o professor de todos nós". "Todos nós, nos mais diversos pontos do território nacional, somos seus leitores, consultamos seus magníficos códigos, de inestimável utilidade, que, como se proclama orgulhosamente em São Paulo, transformaram o seu autor em substantivo, na medida em que os consumidores, nas livrarias, ao adquiri-los, acostumaram-se a pedir 'um Theotônio'", afirmou.

Ao se associar à Corte, a subprocuradora Delza Curvello Rocha, representante do Ministério Público Federal, afirmou que a homenagem "à figura ímpar de Theotônio Negrão é mais que justa".

O advogado Adroaldo Furtado, representou a classe. "É impossível haver, no país, algum advogado, jurista ou membro do Ministério Público Federal que não tenha se beneficiado dos ensinamentos de Theotônio Negrão", afirmou. "É uma justíssima homenagem ao ilustre brasileiro que durante muito tempo engrandeceu as letras jurídicas do País", concluiu.

Pequena biografia

O advogado nasceu na cidade paulista de Piraju, em 1917, e exerceu a advocacia por quase sessenta anos. Presidiu, com sucesso a Associação dos Advogados de SP e era sócio benemérito do Instituto dos Advogados, onde recebeu o honroso prêmio "Barão de Ramalho".

Foi membro do Tribunal Regional Eleitoral. "Enriqueceu o Judiciário naquele período com sua habitual lucidez e reconhecida correção, sendo portador de substancioso curriculum, onde pontilham manifestações culturais e estudos jurídicos de elevada qualidade, além de grande número de meritórias distinções", lembrou Figueiredo. (STJ)

Revista Consultor Jurídico, 27 de março de 2003.

Revista Consultor Jurídico, 27 de março de 2003, 8h28

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