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Quarta-feira, 26 de março.

Primeira Leitura: Barber critica proximidade de mídia com militares.

A mídia na guerra 1

Artigo de Lionel Barber, publicado pelo jornal britânico Financial Times, critica a proximidade entre a mídia e as forças militares dos EUA e da Inglaterra. O texto lembra que, na Guerra do Vietnã, os militares tentavam conter a curiosidade da imprensa, enquanto agora há dúzias de jornalistas acompanhando os soldados - eles foram batizados como repórteres "embutidos" nas tropas aliadas. O resultado, diz o artigo, é que a mídia está "educada".

A mídia na guerra 2

O texto lembra que a maioria das TVs americanas atendeu ao pedido do Pentágono e não divulgou as imagens de americanos capturados pelos iraquianos. Na última terça-feira, as TVs romperam o embargo e começaram a exibir as imagens dos prisioneiros.

Boicote na Alemanha

Restaurantes da Alemanha retiraram do cardápio produtos americanos em protesto contra a ofensiva no Iraque. Bares das cidades de Hamburgo, Bonn, Munique e Berlim não estão vendendo Coca-Cola. A fábrica alemã de bicicletas Riese und Mueller cancelou todos os contratos com fornecedores americanos.

Boicote na rede

O sentimento antimericano começa a se espalhar pelo mundo. Uma página na internet (www.consumers-against-war.de) propõe o boicote às 27 maiores empresas americanas. Outro site (www.adbusters.org) pede para que as pessoas digam "não ao inimigo do mundo".

Enquanto isso, em Brasília...

O governo foi forçado a recuar e vai retirar da pauta da Câmara a proposta do deputado Virgílio Guimarães (PT-MG) sobre a regulamentação do artigo 192 da Constituição, que abre caminho para aprovar autonomia para o Banco Central. No lugar da proposta do petista, o governo concordou em votar emenda similar do ex-senador José Serra (PSDB-SP), com substitutivo do senador Jefferson Péres (PDT-AM), que já foi aprovada no Senado. O recuo tem uma razão simples: o governo não teria número de votos para aprovar a medida em plenário.

Tudo a ver

Em discurso na Volkswagen, segunda-feira, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva recebeu menos aplausos do que sugeria sua entonação, o uso de pausas e o regime de sílabas longas e breves empregado. Para bom entendedor - e conhecedor do comportamento dos parlamentares - o esfriamento do patuléia em relação aos discursos de Lula tem tudo a ver com a súbita disposição dos políticos de Brasília de fazer oposição ao governo. As pesquisas que mostram o desgaste precoce da administração petista, também.

Assim falou...Oded Grajew

"Certamente alguém vai tentar usar o programa em proveito próprio, mas 99% das pessoas que se engajarem é porque querem melhorar o país."

Do assessor especial da Presidência Oded Grajew, um dos coordenadores do Fome Zero, ao afirmar que o governo não vai fiscalizar as doações ao Fome Zero, e sim a sociedade.

Está escrito

Desde que anunciou sua disposição de ir à guerra contra o Iraque, o presidente dos EUA, George W. Bush, tem usado como pretexto para a invasão a necessidade de proteger o mundo da ameaça das armas de destruição em massa, em especial as químicas. Como prova irrefutável do perigo que o ditador Saddam Hussein representaria à humanidade, Bush cita, com freqüência, o ataque perpetrado pelo Iraque, em 1988, contra os curdos que habitam o norte do país.

Um ex-jornalista americano, que trabalhou como analista político da CIA, refuta a acusação e diz ter provas de que foi o Irã, e não o governo iraquiano, quem usou armas químicas contra a população curda. Segundo Stephen Pelletiere, a versão oficial é fruto de uma "armação" da Casa Branca para impedir o fortalecimento de Saddam depois que ele venceu a guerra Irã-Iraque.

Em um livro publicado no início dos anos 90 - Iraq and the International Oil System: Why America Went to War in the Persian Gulf - Pelletiere demonstra como o Iraque, que é a segunda reserva mundial de petróleo e único país da região a dispor de água em abundância, tornou-se estratégico aos interesses da grande potência.

Revista Consultor Jurídico, 26 de março de 2003.

Revista Consultor Jurídico, 26 de março de 2003, 10h03

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