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Direitos Humanos

Assassinato do juiz do ES não pode ficar impune, afirma Anistia.

O assassinato do juiz Alexandre Martins de Castro Filho, do Espírito Santo, não pode continuar impune para não solapar a luta contra o crime organizado e a Justiça brasileira. A afirmação é da Anistia Internacional, entidade que luta contra as violações de Direitos Humanos.

A entidade divulgou nota para cobrar que o "governo cumpra suas promessas de acabar com o crime organizado e a impunidade para os violadores dos direitos humanos no ES". A Anistia Internacional também cobra uma rápida e efetiva investigação do assassinado de Castro Filho, programas de proteção para juízes e promotores e pede que a Justiça Federal dê suporte ao trabalho dos procuradores e da polícia, bem como dos juízes do Espírito Santo.

De acordo com a entidade, "o juiz Castro Filho arriscou sua vida para combater o crime organizado e esquadrões de morte no Espírito Santo. O assassinato dele, no rastro de consistentes ameaças de morte, agravam o questionamento sobre a capacidade das autoridades em oferecer proteção efetiva para os envolvidos em investigações referentes ao crime organizado e a violações de direitos humanos, incluindo juízes, promotores públicos, investigadores de polícia, testemunhas e ativistas de direitos humanos".

A Anistia Internacional afirmou que considera importantes os resultados obtidos pela força-tarefa do Estado, mas teme que essas ações não sejam mantidas se os membros do judiciário que combatem o crime não tiverem condições de trabalhar sem medo de ataques, retaliações ou difamações.

A entidade pede, ainda, punição para a organização policial Scuderie Detetive Le Coq, suspeita de envolvimento com o crime organizado, assassinatos e violações dos direitos humanos.

Revista Consultor Jurídico, 25 de março de 2003.

Revista Consultor Jurídico, 25 de março de 2003, 11h36

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