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24 março 2003

Afronta ao Judiciário

Abdala afirma que juízes estão 'completamente estarrecidos'.

Partiu do vice-presidente do Tribunal Superior do Trabalho, ministro Vantuil Abdala, mais um pedido de apuração rigorosa do assassinato do juiz de Execuções Penais do Espírito Santo, Alexandre Martins de Castro Filho. Ele interrompeu, nesta segunda-feira (24/3), a sessão da Subseção de Dissídios Individuais 1 para lamentar a morte do colega e cobrar medidas práticas do governo.

"É mais um caso de juiz morto pela criminalidade que nos deixa completamente estarrecidos. Se não houver apuração criteriosa e rápida, o país corre o risco de mergulhar no caos", disse Abdala. Ele adiantou que o Tribunal enviará mensagem de apoio ao Tribunal de Justiça do Espírito Santo e outra, de condolência, à família do juiz. O mesmo será feito em relação ao Tribunal de Justiça de São Paulo e à família do juiz Antonio José Machado Dias, assassinado no dia 14 de março, em Presidente Prudente (SP).

O ministro Rider de Brito disse temer que o país chegue a uma situação semelhante a da Colômbia, "onde o crime organizado afronta e intimida o Judiciário e elimina os seus membros". "Ou a sociedade e os poderes constituídos reagem ou perderemos completamente o controle da situação", disse.

Os ministros Luciano de Castilho, Moura França e Brito Pereira também manifestaram indignação pela morte do juiz. A representante da Procuradoria do Trabalho também expressou pesar com o crime. Presente na sessão, o presidente da Associação Brasileira de Advogados Trabalhistas (Abrat), Nilton Correia, reforçou o repúdio dos ministros ao ato de violência. (TST)

Revista Consultor Jurídico, 24 de março de 2003.

Revista Consultor Jurídico, 24 de março de 2003

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