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Perda no Direito

Advogado Theotonio Negrão morre aos 85 anos em São Paulo

Um dos mais conceituados advogados do Brasil, o paulista Theotonio Negrão, de 85 anos, morreu na madrugada desta quinta-feira (20/3), em São Paulo. O velório acontece nesta quinta, no cemitério São Paulo, e o corpo será enterrado às 17h.

Negrão foi juiz do Tribunal Regional Eleitoral paulista e presidente da Associação dos Advogados de São Paulo. Ele escreveu inúmeros livros jurídicos, entre eles o Dicionário da Legislação Federal, de 1960. Foram publicadas 32 edições de seu "Código de Processo Civil" e vinte de seu "Código Civil".

O presidente do STJ, Nilson Naves, disse que se une "a todo o Superior Tribunal de Justiça para expressar condolências pela perda do homem e jurista cuja trajetória constitui exemplo e inspira respeito, desejando que Deus console a família neste momento doloroso".

O presidente da OAB-SP, Carlos Miguel Aidar, divulgou nota oficial lamentando a morte de Negrão. "Os advogados passarão a ter dificuldades em advogar, porque Theotonio era referência para todos os operadores do Direito militantes", disse.

Leia a nota da OAB-SP:

A Secional Paulista da Ordem dos Advogados do Brasil, com profunda tristeza, registra o falecimento do grande mestre do Direito, advogado Theotonio Negrão, cujos ensinamentos, reunidos principalmente nas obras Código de Processo Civil, Código Civil e Dicionário da Legislação Federal, lapidaram a formação das últimas gerações de advogados brasileiros. Há dez anos, o advogado Walter Ceneviva afirmou, com sabedoria, que Theotonio atingiu a suprema mercê de um jurista: tornou-se um substantivo comum, uma vez que as pessoas entram nas livrarias jurídicas e pedem um "Theotonio".

Personalidade generosa e simples, marcada por extraordinária inteligência, estava sempre pronto a abrir espaços àqueles que o procuravam para usufruir de seus conselhos jurídicos. Theotonio Negrão sempre conquistava a todos com seu brilho e generosidade. Sua obra tinha um grande significado para a rotina dos advogados. Tornou-se uma espécie de "farol", uma luz para iluminar os caminhos tortuosos da jurisprudência.

Desaparece um símbolo de orgulho da Advocacia e do Direito, mas permanecerá em nossa memória um exemplo de qualificação, de trabalho incansável, de ética, de dignidade e de grandeza.

Carlos Miguel Aidar

Presidente da OAB-SP

Revista Consultor Jurídico, 20 de março de 2003.

Revista Consultor Jurídico, 20 de março de 2003, 12h29

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