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Hall da fama

(11.11.2002)

A morte de um casal em uma casa da Rua Cuba, 109, no Jardim Paulista, chocou o país, às vésperas do Natal de 1988. A suspeita da morte do advogado Jorge Toufic Bouchabki e da professora Maria Cecília Delmanto Bouchabki recaiu sobre o filho mais velho do casal, J.D.B., de apenas 18 anos. De acordo com o depoimento de uma ex-empregada do casal, o filho teria discutido com a mãe um dia antes do assassinato por causa da namorada, que tinha 16 anos. Maria Cecília era contra o relacionamento. Não foram encontradas provas contra o suspeito e o crime prescreveu em 1999...".

No site "Terra", no link "cinema/notícias" publicou-se:

"Condenado à Liberdade lembra crime da Rua Cuba"

Condenado à Liberdade, quarto longa-metragem do diretor Emiliano Ribeiro, estréia nesta sexta-feira em 20 cidades brasileiras e traz referências de tramas policiais famosas, como o "crime da Rua Cuba". O diretor aproveita como base a história de um rapaz bem-apessoado de São Paulo que se torna o único suspeito do assassinato dos pais em uma residência de alto padrão na Rua Cuba e inclui discussões como o assassinato de índios por madeireiras, jogos de poder na polícia e no governo, além do envolvimento da imprensa nesses casos...".

Há três anos atrás o Ministério Público ofereceu nova denúncia contra Jorge Delmanto Bouchabki, o que foi objeto de destaque nos órgãos de comunicação.

O Jornal "O Estado de São Paulo", 19/05/99, caderno "Cidades", publicou: "... Filho será denunciado pelo crime da Rua Cuba. Será a segundo denúncia contra Jorge Delmanto Bouchabki pela morte dos pais em 1988...".

"... A promotora Eliana Passarelli, do Tribunal do Júri de Pinheiros, deve denunciar amanhã o advogado Jorge Delmanto Bouchabki, de 28 anos, o Jorginho, como principal suspeito pelas mortes dos pais, o advogado Jorge Toufic Bouchabki e a professora Maria Cecília Delmanto Bouchabki, em 1988. Será a segunda denúncia contra Jorginho. Na primeira, apresentada em 1989 pelo atual procurador-geral de Justiça, Luiz Antônio Guimarães Marrey, o juiz Linneu Rodrigues de Carvalho Sobrinho, da Vara do Júri de Pinheiros, não concordou em mandar Jorginho a julgamento por entender que não havia provas no processo, apenas indícios.

A decisão da promotora em reabrir o caso e preparar a denúncia tem como base novas provas que estão em 210 páginas anexadas ao processo e, principalmente, o depoimento da ex-empregada doméstica do casal Olinda Oliveira da Silva ao Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), prestado no fim de abril.

Ela teria presenciado uma discussão entre Jorginho e a mãe, que era contrária ao namoro do rapaz com Flávia Cardoso Soares. Olinda teria visto o rapaz, na sala da casa, enfrentar Maria Cecília e ser em seguida agredido por ela com um taco de bilhar nas costas. Segundo a ex-funcionária, Jorginho gritou que não deixaria a namorada em hipótese nenhuma e a mãe iria arrepender-se por aquele gesto.

Omissão - Interrogada pelo delegado Luiz Carlos Ferreira Sato, Olinda deu detalhes que omitira nos depoimentos prestados à polícia e à Justiça quando do assassinato e um ano depois, na fase do processo no Tribunal do Júri de Pinheiros. Segundo Olinda, na noite que antecedeu o crime, Maria Cecília e Jorginho, o filho mais velho, discutiram.

A mãe reclamava que o rapaz não havia montado a bicicleta da irmã, que seria o presente de Natal. Mas o motivo maior foi o namoro de Jorginho. A mãe teria determinado o rompimento definitivo com Flávia. A discussão teria ocorrido na sala, na presença de Olinda. A ex-empregada afirmou que Maria Cecília deu prazo até o dia de Natal para o término do namoro. Olinda disse ao delegado Sato e à promotora Eliana ter visto a professora aplicar um golpe tão forte que o taco de bilhar se quebrou nas costas de Jorginho.

Ainda segundo a empregada, em seu novo depoimento, o rapaz respondeu que ficaria com a namorada "de qualquer maneira". Em seguida, ameaçou a mãe. O delegado perguntou por que Olinda omitiu estes detalhes quando ouvida pelo delegado José Augusto Veloso Sampaio e pelo promotor Luiz Antônio Guimarães Marrey, responsáveis pela investigação. Ela informou que a família "pediu para não dizer nada...".

O mesmo jornal, de 19/05/99, repetiu os termos da reportagem acima transcrita, sob título: "... Juiz decide hoje se reabre processo da Rua Cuba". Promotores fizeram denúncias contra Jorginho Bouchabki sobre o assassinato dos pais...".

No livro "O Crime da Rua Cuba", de Percival de Souza, 9ª edição, p. 64, lê-se a opinião do então delegado-geral de Polícia Amândio Malheiros Lopes;

"... o advogado Jorge Bouchabki matou sua mulher, a professora Maria Cecília Delmanto Bouchabki, com dois tiros na cabeça e a seguir suicidou-se...".

Na página 63, constou:

"... houve quem quisesse explicar tudo com a tese de que o rapaz teria surpreendido o pai, que havia acabado de atirar na mãe... Mas, não foram essas únicas hipóteses que circularam sobre o caso, pois centenas de pessoas, empenhadas em decifrar o enigma, buscavam sua explicação pessoal para o crime da Rua Cuba. De qualquer modo, as especulações nasciam e se multiplicavam exatamente porque ninguém consegue entender o que realmente aconteceu no quarto dos Bouchabkis. A mudança dos copos na cama... a alteração do local do crime... a ausência de qualquer vestígio de violência nas fechaduras, portas e janelas...".

Revista Consultor Jurídico, 11 de março de 2003, 16h10

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