Notícias
5 março 2003
Banco de escola
Presidente da Câmara é acusado de falsidade ideológica
O advogado Edinaldo de Alencar acusa o presidente da Câmara dos Deputados, João Paulo Cunha (PT-SP), de falsidade ideológica. O crime, segundo o advogado, é o fato de o deputado não freqüentar as aulas na Universidade e ter sua assinatura nas listas de presença. O caso chegou ao Supremo Tribunal Federal.
Segundo Alencar, em 1999, o deputado prestou vestibular para o curso de Direito do Centro Universitário Fieo, em Osasco (SP). Ele foi aprovado e se matriculou para cursar a faculdade no período matutino.
O advogado afirma que "há indicações de que, para suprir sua ausência, tem o deputado se valido dos préstimos de colegas de classe, dentre eles seu irmão Márcio Cunha, que, por ele, assinam as listas de presença, o que tem lhe garantido aparente regularidade no comparecimento às aulas, assim explicada sua aprovação para a 2ª série do curso, na qual matriculado".
Alencar diz que "soa estranho" que o deputado pudesse, "a um só tempo, responder por suas obrigações parlamentares em Brasília e assistir às aulas em Osasco".
A relatora do caso no Supremo Tribunal Federal, ministra Ellen Gracie, abriu vista ao procurador-geral da República, Geraldo Brindeiro. (STF)
INQ 1.924
Revista Consultor Jurídico, 5 de março de 2003.
Revista Consultor Jurídico, 5 de março de 2003
Comentários
Comentários de leitores: 0 comentários
A seção de comentários deste texto foi encerrada em 13/03/2003.