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Governo Eletrônico

Grupos de trabalho definem estratégia e cronograma no E-Gov

Os coordenadores das Câmaras do Comitê Executivo do Governo Eletrônico deverão se reunir pela primeira vez com o Secretário de Logística e Tecnologia da Informação, Rogério Santanna, na próxima segunda-feira, dia 2 de junho. A reunião servirá para cada grupo de trabalho definir sua estratégia de ação e um cronograma de atividades. O Secretário pretende levar ao grupo de coordenadores as questões que prometem mexer com os alicerces das áreas de TI e telecomunicações do governo.

Com o propósito de reduzir em 30% os atuais custos do governo com TI, Santanna quer definir uma política unificada de compras de TIC, com a proposta de adoção de padrões abertos de software e normas internacionais para serviços e equipamentos. Os dois principais órgãos do governo nesta área, Serpro e Dataprev, deverão desempenhar um papel-chave no compartilhamento dos recursos atuais, tornando o processo de aquisição mais transparente para os fornecedores.

"Temos um acúmulo de tecnologias nos órgãos de governo. O que estamos propondo é o uso mais racional, porque o Brasil tem que ser mais eficiente e resgatar a dívida social dos que estão à margem dos serviços do governo", afirma. O objetivo é melhorar a escala de compra do governo e diminuir a atual dependência dos fornecedores de sistemas. Hoje o governo gasta R$ 1,5 bilhão com a contratação de serviços e R$ 800 milhões em licenças de software.

Santanna também quer propor ao comitê uma estratégia para a gestão e otimização das redes no Brasil, integrando a compra de imagem, voz e dados - uma conta da ordem de R$ 600 milhões e que revela diferenças tarifárias de até 3.000% em uma mesma operadora. "Ainda hoje o governo compra separadamente esses itens e o maior custo não é com transporte de dados e imagem, mas com telefonia. Vamos nos debruçar sobre o que pode ser feito para diminuir o que é gasto com telefonia fixa e celular."

Para Santana, uma rede de telecomunicações ideal em nível federal teria que ampliar o uso do ATM (Assincronous Transfer Mode) - um padrão internacional que integra voz, dados e imagens - e utilizar sistemas que oferecem redução de custo, como salas de videoconferência, evitando viagens e deslocamentos desnecessários.

Este ano o governo eletrônico vai refazer o inventário para especificar o que compra e quanto gasta em TI e telecom, segundo Rogério Santanna. Embora tenha sido feito há dois anos, o levantamento não está completo, o que impede a identificação dos custos com precisão. "Precisamos saber exatamente os gastos para saber se estamos tendo retorno. As Câmaras serão o ambiente adequado para esmiuçar as informações e tomar decisões para reduzir e melhor a utilização dos recursos públicos", afirma Rogério.

A composição das câmaras pode ser vista neste link.

Revista Consultor Jurídico, 30 de maio de 2003, 18h25

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