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Problema social

Francisco Fausto diz que desemprego reflete a política neoliberal

O presidente do Tribunal Superior do Trabalho, ministro Francisco Fausto, afirmou nesta quinta-feira (29/5) que o recorde do desemprego na Grande São Paulo, que em abril atingiu 20,6% da população economicamente ativa (PEA), "é resultado do prolongamento da política neoliberal". Segundo o ministro, ainda falta uma política social ao País. "Enquanto não for resolvido o problema social, o nível de desemprego vai aumentando e os defensores de Fernandinho Beira-Mar vão chegando mais próximo ao poder", disse.

Francisco Fausto observou que o prolongamento da política neoliberal continua fragilizando a área social e privilegiando os investimentos nos segmentos econômicos. "O que está faltando hoje, assim como nos últimos oito anos, é uma política social justa, capaz de gerar emprego e renda para a grande parte da população", afirmou. "Continua tudo como dantes no quartel de Abrantes".

Para o presidente do TST, o aumento do desemprego na maior região metropolitana do país, cujo recorde foi captado em abril pela pesquisa conjunta da Fundação Seade e Dieese, acabará se refletindo em breve na demanda sobre a Justiça do Trabalho, à qual recorre parte expressiva dos trabalhadores demitidos. Segundo a pesquisa, o número de desempregados na Grande São Paulo em abril era de 1,94 milhão.

Ainda de acordo com a pesquisa, a taxa de 20,6% de desemprego é o maior nível desde 1985. As pessoas entre 25 e 39 anos, mulheres e chefes de família são os mais afetados pelo desemprego. Somente o comércio fechou 49 mil vagas no mês de abril. Os dados da pesquisa Fundação Sede-Dieese revelam ainda que o rendimento médio real das pessoas ocupadas na Grande São Paulo caiu em média 46% nos últimos 18 anos, ou seja, desde 1985. (TST)

Revista Consultor Jurídico, 29 de maio de 2003, 17h27

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