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Idas e vindas

OAB-SP: situação não consegue se unir em torno de um só nome.

A tentativa da situação de se unir em torno de uma só candidatura para o comando da OAB paulista fracassou, como já aconteceu com a oposição. O lançamento de Vitorino Antunes acabou revigorando as demais candidaturas.

O presidente nacional da OAB, que já havia manifestado seu apoio ao criminalista Luiz Flávio Borges D'urso, lançou uma carta pública renovando seu apoio (Leia abaixo). O ex-presidente da Aasp Antonio Correia Meyer fez o mesmo.

Da lista de apoiadores a D'Urso, constam ainda Ada Pellegrini Grinover, Amauri Mascaro Nascimento, Amilcar Aquino Navarro, Armando Rovai, Antonio Carlos Rodrigues do Amaral, Antonio Luis Chaves Camargo, Eduardo Tess, Felippo Scolari Neto, Marcos da Costa, Mário de Oliveira Filho, Mauro Otávio Nacif, Miguel Reale Junior, Paulo José da Costa Junior, Romualdo Galvão e Sergei Cobra Ribeiro, entre outros.

Os partidários de Orlando Maluf Haddad, vice-presidente da OAB-SP, conseguiram reverberar seu protesto contra a candidatura de Vitorino em uma das principais revistas semanais do País, a IstoÉ. A reportagem citou trechos de uma carta enviada pelo advogado Clodoaldo Pacce Filho a Antonio Cláudio Mariz de Oliveira, principal articulador da candidatura de Vitorino. Pacce disse que, como Vitorino é o atual tesoureiro da entidade e o índice de inadimplentes é grande como jamais se viu na história,"para a oposição, não poderiam escolher candidato melhor."

"Assim, meu caro Mariz, caso o 'cardinalato' mantenha a postura coronelista adotada, vislumbro período de dificuldades e até mesmo de derrotas políticas", completou Pacce, na carta. Ele sustentou, ainda, que Maluf deveria surgir como nome "natural" à sucessão do atual presidente. "As bases querem que seja ele [Maluf], basta andar um pouquinho por aí", afirmou. (Leia a íntegra da carta abaixo.)

Na reportagem da IstoÉ, Maluf reclamou de Carlos Miguel Aidar, presidente da seccional paulista da OAB, ter lançado a candidatura de Vitorino. "Ele dizia para todo mundo que ia me apoiar. Não o fez e eu só soube da decisão por terceiros", declarou. Segundo Maluf, a maioria do Conselho Seccional e dos presidentes de Subseções também renovaram o apoio à sua candidatura.

Valter Uzzo, secretário-geral da seccional, também não abriu mão da disputa e manteve sua candidatura de pé. Segundo seus partidários, a maioria oriunda do mais expressivo segmento da advocacia - o trabalhista --, a interferência dos cardeais na disputa acabou provocando uma reação contrária à investida em favor de Vitorino. O secretário-geral também conta com o apoio de muitos representantes da advocacia pública, como Cesar Antonio Alves Cordaro, conselheiro da OAB-SP presidente da Comissão do Advogado Público.

Em entrevista à revista Consultor Jurídico, Uzzo disse estar conversando com Maluf, D'Urso, Vitorino e Clito Forniciari Júnior e que há possibilidade de compor com qualquer um deles. "Tenho afinidade e bom trânsito com todos. A condição para compor é que aceitem meu projeto de gestão da OAB-SP, que consiste, basicamente, em restringir os poderes do presidente e aumentar significativamente os do Conselho, dar autonomia às subseções e regionalizar a Ordem", afirmou.

Leia a nova carta de Rubens Approbato em apoio a D'Urso:

Caro D'Urso:

Sem demérito dos demais colegas que estão postulando o elevado e

prestigioso cargo de Presidente da maior Seccional brasileira da OAB,

que é a de São Paulo, quero reafirmar o meu APOIO, integral, à sua

CANDIDATURA.

Em face da impossibilidade do agrupamento de todos em volta de um só candidato, sinto-me no direito, pelos caminhos que já percorri na

advocacia e na OAB, de fazer opção.

E a minha opção é você, não só por seu caráter, sua lealdade, sua talentosa juventude, mas também, por sua articulação, seu amor à profissão e à Ordem, demonstrado ao desenvolver, com brilhantismo, a área por mim criada da Comissão dos Novos Advogados, o setor cultural, onde você foi um recordista de promoções nessa área, por seu trabalho na integração do acadêmico de direito à OAB, por sua extraordinária colaboração no incentivo à criação da Escola Superior de Advocacia, por seu empenho na interiorização da ORDEM e da CAASP, e por tantas e tantas outras razões.

VOCÊ TEM INDEPENDÊNCIA E UMA NATA E INDISCUTÍVEL LIDERANÇA, PREDICADOS INDISPENSÁVEIS A UM PRESIDENTE DE OAB.

D'Urso: Estou com você e não "abro".

Receba meu abraço e autorizo-o a divulgar esse meu apoio.

23 de maio de 2003.

RUBENS APPROBATO MACHADO

Advogado -- OAB SP 9.434

Leia a carta de Clodoaldo Pacce em apoio a Orlando Maluf Haddad:

São Paulo, 21 de maio de 2003.

Para: ANTONIO CLÁUDIO MARIZ DE OLIVEIRA.

Cc: Carlos Miguel Aidar

Orlando Maluf Haddad

Vitorino Antunes Neto

Caro MARIZ,

Tomo a liberdade de dirigir-me ao amigo para expor razões de natureza política, que envolvem a nossa OAB-SP, sempre com a franqueza que caracteriza nossa acadêmica amizade.

Ontem, 20 de maio, li estarrecido, nota na coluna da Mônica Bergamo afirmando que um grupo de advogados paulistas, dentre os quais você, aliás, o único com liderança política dentre os nominados, por mais respeitos que mereçam os demais, decidiram apoiar Vitorino Antunes Neto.

Com relação à pessoa do candidato ungido pelo "cardinalato", devo apenas reiterar minha melhor consideração e respeitos, colega da nossa "Paulista", profissional de relevo e probidade inconteste. Tenho o privilégio de incluí-lo como amigo.

Outrossim, me chamou também atenção o desprezo para com outro amigo, Orlando Maluf Haddad, não menos ilustre, não menos probo e não menos capacitado não apenas para candidatar-se à presidência da nossa OAB, como principalmente para administrá-la com a dignidade que a classe merece e exige.

Por que a resistência do "cardinalato" ao nome do nosso atual Vice Presidente?

Que seja do meu conhecimento e com maior consistência também o é para você, no exercício destes dois últimos mandatos, nenhum outro diretor ou mesmo os presidentes, o atual e o anterior, tiveram relacionamento tão direto e constante com os colegas em geral, seja na Capital e principalmente no interior do Estado, maior do que o trabalho realizado pelo Orlando.

Seu nome surge então como NATURAL sucessor do amigo Aidar. As bases querem que seja ele, basta andar um pouquinho por aí, faça um sorteio de 10 cidades quaisquer, tenho certeza que vai dar Orlando.

De outra forma, a oposição estará unida ao Roberto Ferreira e certamente fará uma "lambança" em cima do amigo Vitorino.

Sendo o atual Tesoureiro da entidade, com um índice de inadimplentes jamais visto na história, terá que se justificar permanentemente a todos os advogados.

Para a oposição, não poderiam escolher candidato melhor.

Por diversas oportunidades tentei alertar sobre a gravidade do dia a dia enfrentado pelos advogados, os comuns e não os áulicos, desconsidero aqui qualquer interesse pessoal, mas a questão me diz respeito sim e sobre a mesma constatei a falta de sensibilidade também por parte desta diretoria.

Sugeri em diversas oportunidades que os débitos existentes pudessem ser parcelados em pelo menos 24 pagamentos, não atenderam, o máximo admitido são 10, e assim vai.

A OAB, como todas as demais entidades representativas, existem para representar e defender os interesses da categoria, não podendo mascarar a realidade cruel para muitos e feliz para poucos, infelizmente.

Lembrei-me inclusive que na gestão do Prefeito Celso Pita, que por sinal o teve como patrono, o mesmo, face ao imenso número de contribuintes inadimplentes com o erário público municipal, determinou que os débitos fiscais poderiam ser parcelados em até 49 vezes !!!!!!

Por mais críticas que o anterior alcaide mereça, neste quesito merece aplausos, "oPTou" pelo social, preferiu adotar o critério da recuperação de perdas operacionais, conforme os economistas preferem conceituar.

Assim, meu caro MARIZ, caso o "cardinalato" mantenha a postura coronelista adotada, vislumbro período de dificuldades e até mesmo de derrotas políticas.

Permita-me a pretensão de afirmar que, lançar no momento atual de crise, vivido por todos os brasileiros comuns e também para os advogados comuns, um candidato a Presidente, que É o atual TESOUREIRO de uma entidade na qual quase 50% de seus associados acham-se insolventes, não me parece o mais aconselhável e prudente.

Reafirmo que, para a oposição, por mais imbecil que seja, não poderia ser melhor. Podem providenciar o terno de posse.

Então, por que não o Orlando?

Ah, quando do lançamento do Carlos Miguel, já naquela ocasião o nome do Orlando era forte, como o é mais ainda hoje.

O mesmo Aidar me afirmou que, "em 2003, o Orlando será nosso candidato e presidente", ainda confio em minha ingenuidade....

Então, por que não o Orlando?

Parece-me que o número de advogados inscritos na OAB-SP chega ao número de 220.000 - duzentos e vinte mil -, leio ainda na referida coluna jornalística que o "Conselho Cardinalício", lançador de candidaturas impopulares, é composto por 6 - seis - advogados apenas.

Assim, reconheço, trabalho é que não vai faltar.

Ah, resta ao Orlando o caminho da oposição, aí sim, vai ser uma festa.

Pelo jeito, questões pessoais distanciam o "Conselho Cardinalício" e o Orlando Maluf Haddad.

Desejo a união da situação, o consenso vindo das bases, só.

Saiba mais uma vez da minha inequívoca admiração e respeito, além da mais sincera amizade e apreço.

Pelas tradições democráticas do nosso "22 de Agosto", e pelo fim do coronelismo classista, aceite meu

Forte Abraço,

CLODOALDO PACCE FILHO

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Revista Consultor Jurídico, 27 de maio de 2003, 10h37

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