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Clito Fornaciari Júnior

Senhores,

Acabo de ler na Conjur a manifestação do nobre advogado Clito Fornaciari Júnior, em que ele faz considerações acerca das eleições da OAB-SP, sugerindo que as candidaturas propostas pelos mais variados grupos e lideranças da advocacia paulista apenas acomodam os interesses de correntes ligadas a dois ex-presidentes do sodalício paulista, numa "fórmula para ganhar eleições", sem maiores compromissos com a advocacia.

Definitivamente, não posso deixar de manifestar minha surpresa com insinuações de que os candidatos que legitimamente se articulam em torno de grupos e idéias possam ser confundidos com meros fantoches desta ou daquela liderança.

O Dr. Clito aciona, com sua inapropriada manifestação, verdadeira metralhadora verborrágica contra tudo e todos, como se fosse a única alternativa para conduzir os destinos da valorosa OAB paulista.

Desmerece, sem qualquer fundamento razoável ou plausível, a capacidade e integridade de Aluizio Medeiros, atual presidente da Aasp. Aliás, Clito apoiou Aluizio nas últimas eleições daquela casa.

Indiretamente, critica outros possíveis candidatos como Vitorino Freire, Luis Flávio B. D'Urso, Orlando Maluf Haddad e tantos outros colegas que há muito posicionam-se sobre os interesses da advocacia, do Judiciário e da própria Nação de forma dignificante e em prol da classe.

Enfim, sugere o respeitado Dr. Clito que ao discutirmos os mais elevados interesses da Ordem, em arranjo de pessoas e grupos comprometidos com os mais nobres ideais, apenas fazemos o jogo desta ou daquela liderança com a única e exclusiva pretensão de obter o poder pelo poder.

Quero repudiar essa visão que julgo distorcida e não traz nenhuma grandeza ao debate que se travará ao longo da sucessão de Carlos Miguel Aidar.

Ora, colegas, quem não consegue enxergar nos nomes acima citados legitimidade, experiência, dedicação, conhecimento, respeitabilidade, seriedade, independência e coragem para pretender representar os advogados paulistas?

Quem ousaria atribuir aos colegas mencionados a pecha de meras marionetes a serviço de terceiros?

Entendo que pelo próprio momento vivido pela advocacia às portas da nova discussão que se iniciará sobre a Reforma do Judiciário reiniciada por provocação do Ministro da Justiça, além de todas as vicissitudes enfrentadas pela Nobre Classe que devem ser discutidas amplamente, o momento é de união e tolerância em torno dos temas que nos afligem, e não de manifestações ilusórias e alguma retórica que apenas divide sem a preocupação objetiva de somar ou engrandecer o debate sucessório na OAB paulista.

Os advogados de São Paulo merecem consideração e não estão à espera de um líder messiânico, mas sim de alguém que saiba conduzir com sabedoria e equilíbrio os destinos e interesses da OAB e seus filiados.

Luís Eduardo Fernandes Thomé

Revista Consultor Jurídico, 26 de maio de 2003, 10h52

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