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Clito Fornaciari diz que não adere à candidatura de Aluizio Medeiros

O advogado Clito Fornaciari Júnior afirmou que já está encerrada qualquer possibilidade de adesão à candidatura de Aluizio Medeiros que concorre à presidência da OAB paulista. "Nossa posição foi deixada bastante clara, bem como as razões pelas quais mantemos a nossa candidatura", afirmou Fornaciari Júnior.

Em carta enviada à revista Consultor Jurídico, ele disse que a "chapa encabeçada por Aluizio Medeiros e apadrinhada pelo Dr. Roberto Battochio é simplesmente uma fórmula para ganhar as eleições, nada mais".

Leia a íntegra da carta:

A propósito da matéria "Dada a largada", na qual se noticiam as composições dos grupos para as próximas eleições da OAB de São Paulo e na qual se diz que o candidato Aluizio Medeiros tentaria uma composição conosco, sinto-me no dever, em respeito a esta página e à sua preocupação com a verdade, de fazer um reparo e um esclarecimento.

Em primeiro lugar, não fui candidato nas duas últimas eleições, mas somente naquela realizada em 1997. Nas últimas eleições, não concorremos, embora deixássemos clara nossa posição, no sentido de que discordávamos da linha de discussão que se estabelecera, posto que restrita à prática do assistencialismo, tão nefasto ao nosso país e que ultimamente também afetou a classe dos advogados. Entendíamos que deveria ser discutida a função do advogado, bucando-se idéias para dar a ele condições de trabalhar de modo digno.

Em segundo lugar, devo esclarecer que já se deu por encerrada, por ambos os grupos, qualquer possibilidade de composição com o objetivo de fazer com que aderíssemos à candidatura de Aluizio Medeiros. Nossa posição foi deixada bastante clara, bem como as razões pelas quais mantemos a nossa candidatura.

Entendemos que a proposta de chapa encabeçada por Aluizio Medeiros e apadrinhada pelo Dr. Roberto Battochio é simplesmente uma fórmula para ganhar as eleições, nada mais. Não tem ela a mínima condição de fazer uma gestão capaz de resgatar os valores da Advocacia e fazer com que o advogado volte a ter importância na cena do Judiciário, contribuindo também para o seu aperfeiçoamento e por uma melhora na prestação da atividade jurisdicional.

A união, em uma mesma chapa, de vários advogados com inegáveis interesses em presidir a OAB, subitamente postergados, fará com que, no dia seguinte, já se instale a disputa pelas próximas eleições, o que inviabilizaria a gestão do presidente Medeiros, que nada mais teria a fazer do que apagar o incêndio entre os postulantes já para a próxima eleição.

Ademais, já é hora dos advogados se darem conta da existência de outros grupos diferentes e com propostas válidas para a melhoria da Advocacia e da Justiça, onde eles atuam. Infelizmente, as supostas lideranças que se lançam em chapas e se unem e desunem têm a comandá-las dois ex-presidentes da OAB de São Paulo, que vêm conseguindo, nesses vinte anos, manter-se no comando da entidade. Há uma repulsa a essa bipolaridade e, certamente, as próximas eleições dirão isso nas urnas, sem dúvida alguma.

Ficando à disposição para qualquer esclarecimento, subscrevo-me.

Cordialmente,

CLITO FORNACIARI JÚNIOR

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Revista Consultor Jurídico, 22 de maio de 2003, 12h20

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