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Sob suspeita

Diretores de sindicatos de motoristas de ônibus são presos em SP

Foram presos, nesta segunda-feira (19/5), nove dirigentes do Sindicato de Motoristas e Trabalhadores do Ramo de Transportes Urbanos, Rodoviários e Anexos de São Paulo. Entre eles, o presidente Edivaldo Santiago e Francisco Xavier da Silva, conhecido como Chiquinho.

O Ministério Público Federal havia pedido no dia 8/4, no auge de mais uma greve de ônibus, a prisão preventiva de sete dirigentes, por crime de desobediência, crime contra a organização do trabalho e formação de quadrilha. O pedido, no entanto, foi indeferido pelo juiz da 3ª Vara Federal Criminal de São Paulo. O MPF requisitou a instauração de inquérito policial para apurar a prática dos crimes acima relacionados.

Com as investigações, o Ministério Público Federal e Polícia Federal apuraram que três dirigentes possuíam movimentação financeira incompatível com os rendimentos declarados o que levou ao pedido de quebra de sigilo bancário. Posteriormente, foi pedida a quebra de sigilo de mais cinco dirigentes. Além disso, foram ouvidas testemunhas, entre elas o ex-diretores Marcos Antonio Coutinho cujas acusações foram veiculadas pela Rede Globo.

Na última terça-feira o Ministério Público Federal a Polícia Federal pediram a prisão temporária de 17 dirigentes. O pedido de prisão temporária por cinco dias prorrogáveis por mais cinco foi deferido pelo juiz da 3ª Vara Federal e hoje estão sendo cumpridas as diligências.

A medida visa evitar que as testemunhas sejam intimidadas, ameaçadas ou que se repitam as condutas criminosas como deflagração de novas paralisações. (MP-SP)

Revista Consultor Jurídico, 19 de maio de 2003, 12h16

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