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16 maio 2003
Relógio sem ponteiro
Julgamento de ex-delegado da PF é um dos mais longos de SP
O segundo julgamento do ex-delegado da Polícia Federal, Carlos Leonel da Silva Cruz, já pode ser considerado um dos mais longos da história do Tribunal do Júri em São Paulo -- com cinco dias de duração. O julgamento, que começou na segunda-feira (12/5), deve acabar no fim de semana, de acordo com o assistente de acusação do Ministério Público, Alberto Zacharias Toron.
Cruz é acusado de mandar matar o delegado-corregedor da Polícia Federal, Alcioni Serafim de Santana, em 1998. No primeiro julgamento, ele foi condenado a mais de 25 anos de prisão em regime fechado. O Tribunal do Júri o considerou culpado, por maioria de votos. Toron disse à revista Consultor Jurídico que espera o mesmo resultado nesse novo julgamento.
Serafim de Santana investigava crime de concussão -- extorsão praticada por servidor público.
Os outros réus no caso são: Sérgio Bueno, ex-sargento da PM, Gildenor Alves de Oliveira, Gildásio Teixeira Roma e Carlos Alberto da Silva Gomes.
Revista Consultor Jurídico, 16 de maio de 2003
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