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'Muro da vergonha'

ONG repudia promoção de policial acusado de tortura no Rio

O secretário de Segurança Pública do Rio de Janeiro, Anthony Garotinho, nomeou o tenente coronel Álvares Rodrigues Garcia para o comando do 22º Comando da Polícia Militar do Rio de Janeiro.

Em abril de 1997, Garcia era major da PM e foi acusado de comandar a prática de extorsão e tortura contra cerca de 20 pessoas na Cidade de Deus, Rio de Janeiro. O episódio ficou conhecido como 'muro da vergonha'.

Com mais cinco PMs, Garcia foi acusado de ordenar que os moradores fossem para o muro. Eles foram espancados e obrigados a entregar o dinheiro que tinham. Os acontecimentos foram registrados por um cinegrafista amador, mas nem todos os torturados apareceram no vídeo.

Para o Centro de Justiça Global, o crime organizado no Rio de Janeiro ameaça a vida de todos os cidadãos. "Temos plena convicção que o melhor caminho para combatê-lo é eliminando o braço corrupto, violento e impune da própria polícia. Sendo assim, é inaceitável que o Governo do Estado promova pessoas que deveriam estar sendo punidas. A continuar com esta prática, o muro da vergonha servirá para esconder nossos governantes", afirma a nota de repúdio da ONG.

Revista Consultor Jurídico, 13 de maio de 2003, 10h21

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