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Toma lá, dá cá.

Boris Gorentzvaig é condenado por gestão fraudulenta em São Paulo

O empresário paulista Boris Gorentzvaig e seus colaboradores Ricardo Ferreira Araújo e Wlamir Moons Escábio foram condenados a indenizar a empresa Petroquímica Triunfo, em cerca de R$ 8,5 milhões por gestão fraudulenta. A decisão é juíza da 14ª Vara Civil de Porto Alegre (RS), Liége Puricelli Pires.

Gorentzvaig ocupou o cargo de diretor-superintendente da empresa entre abril de 1992 e junho de 1993, em conseqüência de uma decisão judicial num processo aberto pela Petroplastic Ltda. -- empresa da família Gorentzvaig -- acionista da Petroquímica Triunfo. Nesse processo, ele pediu a recomposição acionária da Triunfo para ter o controle da companhia.

Nos 14 meses que passou à frente da empresa, Gorentzvaig e os diretores Araújo e Escábio foram acusados de cometer uma série de desmandos administrativos, que resultaram em prejuízos à companhia e aos demais acionistas (Petroquisa e a empresa Primera, do Grupo Dow Química). As irregularidades foram identificadas pela empresa de auditoria externa de gestão Cooper & Lybrand, Biedermann Bordach e por uma auditoria interna promovida pela própria Petroquímica Triunfo.

Entre as irregularidades encontradas, está o aluguel de um imóvel em São Paulo, pago com dinheiro da Triunfo à Indiana Participações e Representações Ltda. -- empresa da família Gorentzvaig -- no valor de US$ 120 mil mensais. A auditoria também detectou o faturamento de 1.601,7 toneladas de polietileno de baixa densidade para a Petroplastic, de propriedade da família Gorentzvaig, abaixo do preço médio praticado na época. Despesas com advogados e pareceres jurídicos para defender interesses pessoais também são irregularidades encontradas.

A auditoria também apontou como irregularidade a contratação do plano de saúde Omint exclusivamente para a diretoria, ao custo de US$ 90 mil, apesar de a empresa já contar com dois planos de saúde: Sam-Copesul, no Rio Grande do Sul, e Golden Cross em São Paulo. Apurou, também, um gasto de US$ 5,659 mil referente à internação da família Gorentzvaig no "Spa Minuzzi", despesas pagas pela Petroquímica Triunfo.

O advogado da Petroquímica, Fábio Gomes, afirmou que no período em que Gorentzvaig, Araújo e Escábio estiveram na administração da Triunfo, agiram de forma a favorecer os interesses da família Gorentzvaig. "Eles tomaram decisões que extrapolavam a competência da diretoria e que redundaram em evidentes prejuízos à companhia e aos demais acionistas", concluiu.

Segundo Gerson Fischmann, advogado que também atua no processo, a maior acionista da Petroquímica Triunfo é a Petroquisa, empresa subdisiária integral da Petrobrás. "O prejuízo causado na Triunfo atinge diretamente o patrimônio público", destacou o advogado.

Revista Consultor Jurídico, 12 de maio de 2003, 18h05

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