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Preconceito punido

Vera Gimenez é condenada à prisão por xingar porteiro

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A atriz Vera Gimenez, mãe da apresentadora Luciana Gimenez, foi condenada por injúria. A pena é de um e três meses de prisão. A decisão é da juíza do Rio de Janeiro, Fátima Clemente. Ainda cabe recurso.

O advogado da atriz, Silvio Guerra, informou que ela vai recorrer da sentença. Vera concederá entrevista coletiva, hoje, às 17h, em seu apartamento na Rua Bartolomeu Portela, nº 75.

Em 2001, a atriz discutiu com Robson Fernandes Marcello, porteiro do prédio onde mora, em Botafogo (RJ), quando lhe pediu que carregasse uma mala.

O porteiro argumentou que não poderia carregar a bagagem, pois estava com o "pulso aberto". Irritada com a resposta do rapaz, Vera o teria ofendido com expressões do tipo "crioulo safado", "crioulo filho da puta" e "seu merdinha".

A Justiça condenou a atriz "nas penas do art. 140 caput combinado com o art. 141. Restando a pena final de 13 dias-multa no valor mínimo legal. Art. 140 (caput) Detenção de um a seis meses".

A ação foi movida pelo Centro de Referência Nazareth Cerqueira Contra o Racismo e o Anti-Semitismo (Cerena), representado pelos advogados Fabiano Monteiro e Flávia Tonel.

O Cerena tem por principal atividade o Disque-Racismo, serviço de atendimento de casos de discriminação racial. Em operação desde julho de 2000, o Disque-Racismo funciona na Secretaria de Segurança do Rio de Janeiro e recebe denúncias pelo telefone (21) 3399-1300.

Processo nº 2001.001.094627-6

 é colunista da Revista Consultor Jurídico.

Revista Consultor Jurídico, 9 de maio de 2003, 14h43

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