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Atitudes suspeitas

Deputado do PL é acusado de racismo e assédio sexual

A Procuradoria-Geral da República pediu ao Supremo Tribunal Federal a instauração de inquérito contra o deputado federal Remi Trinta (PL-MA) para apurar a suposta prática dos crimes de racismo, assédio sexual e constrangimento ilegal.

O processo atende a Notícia-crime enviada à PGR pela promotoria de Justiça do estado do Maranhão. Segundo a PGR, há documentos sobre uma ação penal por furto de jóias movida contra a empregada doméstica Josinei da Conceição Santos de Sá, que trabalhava na casa da família do deputado. A acusada foi declarada inocente por não existirem provas suficientes para condená-la.

De acordo com o inquérito, testemunhas afirmaram que tudo teria sido uma armação para expulsar a empregada de casa, em razão de seu envolvimento amoroso com o deputado. Por sua vez, Remi Trinta teria declarado não ter interesse na mulher, por ser "empregada e preta".

Consta do inquérito, ainda, que o parlamentar assediava sexualmente a doméstica, tendo inclusive, constrangido, com uso de arma, um outro empregado a levar Josinei a seus aposentos, a fim de satisfazê-lo sexualmente.

A PGR pediu o indiciamento de Remi Trinta e que ele seja ouvido em juízo. Devem ser ouvidas também diversas testemunhas no Maranhão. A ação foi distribuída ao ministro Nelson Jobim. (STF)

INQ 1.981

Revista Consultor Jurídico, 9 de maio de 2003, 18h25

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