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Decisão antiética

Ministro da Saúde explica propaganda de cigarro no GP Brasil

O ministro da Saúde, Humberto Costa, disse em audiência pública na Comissão de Assuntos Sociais (CAS) do Senado, que o governo federal resolveu editar a medida provisória que liberou a propaganda de cigarros durante o Grande Prêmio Brasil de Fórmula 1 porque havia um contrato assinado no ano passado e porque houve a decisão de se aproveitar o espaço publicitário da prova para uma campanha antitabagista. "Mas a MP ainda vai ser votada no Congresso, e se os legisladores acharem que devem modificá-la, isso deverá ser feito", declarou.

O senador Antero Paes de Barros (PSDB-MT) disse ao ministro que a chamada MP do fumo foi uma decisão antiética do governo, que violou uma legislação longamente discutida e finalmente aprovada no Congresso Nacional. "O governo foi mais realista do que o rei. No Canadá, por exemplo, se proíbe a propaganda de cigarros em eventos e nunca houve nenhuma represália. O que o governo quis, na verdade, foi apenas atender à prefeita Marta Suplicy", acusou Antero.

O líder do governo, senador Aloizio Mercadante (PT-SP), disse que o conteúdo da medida provisória já vinha sendo debatido há muito tempo na Câmara dos Deputados e que até mesmo o ex-ministro da Saúde, José Serra, achava que eventos de grande apelo internacional, como a Fórmula 1, têm grande importância turística para o país e que a solução seria aproveitar a mídia que geram para propaganda contra cigarros. "Não podemos apequenar a discussão", disse Mercadante.

O ministro acrescentou que nada adiantava proibir o evento no Brasil se continuassem as transmissões das provas realizadas na Europa, onde a propaganda de cigarros é liberada.

Fonte: Agência Senado.

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