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Programa barrado

Procuradora diz que programa da Globo sofreu censura prévia

O programa "Linha Direta - Justiça", da Rede Globo, sofreu censura prévia. A opinião é da procuradora de Justiça do Ministério Público de São Paulo, Luiza Eluf, autora do livro 'A paixão no banco dos réus', ao comentar a liminar que barra o segundo episódio do programa previsto para ir ao ar no final de maio ou início do próximo mês.

O pedido de suspensão do programa foi feito pelos advogados de Raul Fernando do Amaral Street, o Doca Street. Ele foi condenado a 15 anos de reclusão por ter matado, em 1976, a socialite Angela Diniz, por ciúme. Street conseguiu liberdade condicional.

Para a procuradora, "a Justiça não pode barrar a exibição de documentário sobre um crime já fartamente publicado nos meios de comunicação". Segundo Luiza Eluf, "uma vez exibido o programa, se o indivíduo se sentir lesado de alguma forma, aí sim poderá processar a emissora e o juiz analisará se houve ou não distorções".

"No caso Doca Street, ele não pode negar que matou Ângela Diniz. Se o programa disser isso, não pode haver nada de errado", afirmou. De acordo com Eluf, ele não tem o direito de querer suspender a exibição do programa. A Globo já recorreu da liminar.

Revista Consultor Jurídico, 3 de maio de 2003, 11h45

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