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Mais detalhes

José Serra é citado em documento sobre caso Banestado

A revista IstoÉ Dinheiro antecipou em um dia sua edição do fim de semana para revelar, com exclusividade, detalhes do caso Banestado. A Comissão Parlamentar Mista de Inquérito, que começa o trabalho nesta quinta-feira (26/6), investiga a lavagem de US$ 30 bilhões através de agências bancárias de Foz do Iguaçu (PR).

A revista que chega às bancas revela indícios e rastros de investigação e os principais documentos já levantados sobre o caso pela Polícia Federal. De acordo com a reportagem, há ordens de pagamento, registros de movimentações financeiras que passaram pela "Conta Tucano" - aberta com esse nome no banco JP Morgan Chase de Nova York sob o número 310035 - e relatórios internos da Polícia Federal, encaminhados ao Ministério Público, à Receita Federal e ao Ministério da Justiça.

A revista obteve o dossiê AIJ 000/03, de 11 de abril de 2003, que chegou ao ministro da Justiça, Márcio Thomaz Bastos, com um carimbo de "confidencial". Nele está descrita a metodologia de apuração do caso Banestado e os avanços das investigações.

O dossiê AIJ001 trata das transações financeiras do senador Jorge Konder Bornhausen, presidente nacional do PFL, e do seu irmão Paulo Konder Bornhausen. O dossiê AIJ002 aponta o nome do empreiteiro Wigberto Tartuce, ex-deputado federal pelo Distrito Federal. O AIJ003 traz a indicação de José Serra, o mesmo nome do ex-ministro da Saúde e ex-presidenciável. O AIJ004 aponta um certo S. Motta. Neste caso, as suspeitas dos policiais recaem sobre o ex-ministro das Comunicações, o já falecido Sérgio Motta.

A IstoÉ Dinheiro aponta o relatório que inclui nomes de políticos e vários outros detalhes sobre o caso Banestado.

Por que a Polícia investiga José Serra

1 - O nome José Serra aparece na condição de usuário de pelo menos uma conta que recebeu recursos do Banestado - a Tucano, com sede no JP Morgan, em Nova York -, sobre a qual pesam suspeitas de ter sido usada para movimentação de dinheiro ilegal. A Polícia admite a hipótese de que seja um homônimo do candidato do PSDB à Presidência.

2 -Existe um documento específico que indica que em novembro de 1999 este Serra ordenou uma movimentação de US$ 14 mil da Conta Tucano de Nova York em direção a uma outra conta em Miami, pertencente a uma empresa chamada Rabagi, cuja titularidade ainda não foi desvendada pela polícia.

3 -Dessa mesma Conta Tucano em Nova York, supostamente usada pelo ex-senador ou por um homônimo, teriam saído vários pagamentos para Valéria Monteiro, que trabalhou como apresentadora nos programas políticos de Serra durante a campanha eleitoral de 2002.

4 -Também chamou atenção da polícia que, da Conta Tucano tenha partido em 30 de março de 1999 um depósito para uma outra conta também batizada como Tucano, desta vez em Lugano, na Suíça. Valor: US$ 500 mil.

5 -Essa mesma movimentação repetiu-se 24 horas depois. Em 31 de março, outros US$ 500 mil saíram da Conta Tucano de Nova York para a Tucano da Suíça

Clique aqui para ler a reportagem.

Revista Consultor Jurídico, 26 de junho de 2003, 17h48

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