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Eleições na OAB

Eleições na OAB: críticas e louvores à pesquisa da Brasmarket.

Foi divulgada recentemente pesquisa sobre as próximas eleições da OAB, supostamente encomendada por um advogado vinculado a um dos pré-candidatos da "oposição". Como qualquer pesquisa eleitoral, merece críticas e louvores.

A primeira crítica é a imperdoável omissão da pré-candidatura da Dra. Rosana Chiavassa, conselheira federal da OAB, que, estou apoiando. Ainda mais agora, que o Conselho Federal acaba de arquivar uma representação maldosa que fizeram contra ela por suposta infração ética.

Rosana Chiavassa é advogada militante, que sempre viveu exclusivamente à custa da Advocacia, hoje num escritório que fundou há cerca de 10 anos, com menos de 10 advogados. Não é procuradora, nem professora, nem funcionária de qualquer órgão público ou privado, nem exerce cargo mesmo que não remunerado em órgãos estatais. Enfim, é advogada civilista, liberal, enfim, uma lutadora que atende clientes, faz audiências, vai ao fórum, cumpre prazos, corre atrás de honorários, briga pelos clientes ( e às vezes com eles...). Ou seja, é como a grande maioria dos advogados: uma Advogada e com "a" maiúsculo. Sem títulos, sem adjetivos, sem cargos, sem mordomias. Uma Advogada liberal, essa nossa pobre espécie quase em extinção...

Há uma agravante: há mais de 10 anos trabalha bravamente pela OABSP, em várias comissões e órgãos. Trabalhou pelas candidaturas de vários grandes advogados, hoje considerados (principalmente por eles próprios) grandes "lideres" da classe. Dizem que alguns lhe voltam as costas. Coisas da vida... Tem visitado sub-seções e feito palestras há vários anos em todo o Estado, sempre na área de sua especialização, o Direito do Consumidor.

Pesquisa que ignore pré-candidata com esse perfil não pode ser aceita como séria.A menos que os pesquisadores sejam machistas ou não gostem de mulher...

Outra crítica: não se sabe quanto a pesquisa custou, nem quem a financiou. Todos os pré-candidatos precisam revelar os custos da "campanha", pois sendo os cargos na OAB não remunerados, devemos saber quem está financiando tudo isso.

Desde já informo a todos que minha candidata fará inserir no "site" da campanha ( mar-rosana.adv.br) um registro das entradas e saídas de dinheiro. Vai ficar claro e transparente quem paga as despesas, viagens, o "site", a assessoria de imprensa, os "bottons", etc. e tal. Fica a proposta (ou será desafio?) aos demais pré-candidatos.

Precisamos saber que interesses estão por trás dos financiamentos dessas campanhas. Aos pré-candidatos, como à mulher de Cesar, não basta que sejam honestos. É preciso que pareçam honestos.

E o futuro Conselho da OAB não pode ficar "com o rabo preso" a qualquer grupo, seja ele empresarial, educacional, político, religioso, ou seja lá quem for que eventualmente tenha financiado a campanha...

Quanto aos louvores, a pesquisa é útil, embora revele muita coisa que todos já sabiam. Os "caciques", "coronéis" e "cartolas" da Advocacia só mandam mesmo nos seus currais. Uns, aliás, a maioria dos advogados nem conhece ou deles nunca ouviram falar.

A pesquisa mostra isso: a Advocacia mudou. Não aceita mais cabresto, nem ordem unida, nem cartolagens ou caciquismos.

Louve-se a pesquisa por revelar ainda que a Advocacia quer novas lideranças, quer romper com os esquemas do "prato feito", dos "conchavos". O destaque da pré-candidatura do dr. D'Urso, aliás, revela que, sendo mais de 50% dos advogados inscritos há menos de 10 anos, procuramos idéias novas. Mas, infelizmente, há muitos jovens ainda presos ao passado, enquanto existem, também , muitos "coroas" jovens de espírito e de idéias, que sabem que o nosso tempo é o futuro!

Revista Consultor Jurídico, 26 de junho de 2003, 19h32

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