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Quarta-feira, 25 de junho.

Primeira Leitura: Dirceu está furioso com instalação de CPI.

Mais espaço

O Conselho Monetário Nacional (CMN) anunciou na terça a ampliação da meta de inflação do ano que vem dos atuais 3,75% para 5,5%. A margem de flutuação será de 2,5 pontos percentuais para cima ou para baixo. A meta de 2005 foi fixada em 4,5%, com a mesma margem de flutuação.

Realismo

Com isso, o governo abre algum espaço para a redução da taxa de juros. Embora persista o aperto monetário, abre-se espaço para algum crescimento, perspectiva antes claramente engessada por metas de inflação impossíveis de ser cumpridas, mesmo no longo prazo. Neste ano, atípico por causa dos efeitos da crise cambial de 2002, a meta de inflação já precisou ser ajustada para 5,5%. E não será cumprida.

Freada

O IPCA-15 ficou em 0,22% em junho, mostrando forte desaceleração da inflação, segundo o IBGE. No mês anterior, o índice, que aponta a tendência para o IPCA do mês inteiro, acumulou 0,85%. As previsões do mercado eram entre 0,26% e 0,40%. O resultado é uma evidência de que o risco de inflação foi exagerado e que o torniquete dos juros, apertado demais.

Microcosmo

Ministros e presidente do BC também definiram medidas de ampliação do microcrédito, mas elas só serão divulgadas hoje, pelo próprio presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Ontem mesmo, Lula aproveitou para preparar o terreno para o seu pacote de crédito para os pobres, ao acusar os bancos de cobrar taxas proibitivas.

Micromundo

"O que vamos fazer é criar todas as condições para que os juros possam ser reduzidos e as pessoas pegarem dinheiro e não pagarem as taxas escorchantes que pagam hoje", afirmou. "Queremos emprestar esse dinheiro a 2% para as pessoas pegarem e poderem comprar o rádio, a geladeira e comida, inclusive".

Eu tenho medo

O Planalto está com medo da CPI do Banestado e quer que o presidente indicado para comandar os trabalhos, o senador tucano Antero Paes de Barros (MT), se comprometa a tomar as decisões sobre as investigações de forma coletiva, consultando os líderes de todos os partidos.

Pedra no caminho

Embora não demonstre em público, o ministro-chefe da Casa Civil, José Dirceu, está furioso, conforme apurou Primeira Leitura, com a instalação da CPI e acredita que ela vai "atravessar" a tramitação das reformas. Isto é, atrapalhar e, possivelmente, adiar as votações das propostas de mudanças nas políticas tributária e previdenciária.

CPI de tudo

Ainda que continue a se chamar "...do Banestado", a comissão será, a partir da aprovação, a CPI da evasão fiscal - e é isso o que incomoda a Dirceu. O ministro tem dito a interlocutores que a CPI tem tudo para ficar fora de controle, uma vez que pode investigar tudo e pode, se aparecerem nomes de parlamentares, paralisar por completo a tramitação das reformas.

Campo de batalha

O MST ameaça manter as invasões de terra, embora Lula tenha marcado um encontro com os líderes do movimento para julho. "Vamos continuar as ocupações, porque a nossa luta é contra o latifúndio, e não contra o governo", disse João Paulo Rodrigues, um dos líderes.

Campo de debate

Rodrigues se queixou de que "nenhuma família foi assentada neste ano pelo governo" e afirmou que o MST espera que "Lula apresente um plano de reforma agrária" na reunião. O ministro Miguel Rossetto (Desenvolvimento Agrário) não quis comentar a ameaça de invasões. "Sou ministro, não sou ombudsman de movimentos sociais."

Assim falou...Luiz Inácio Lula da Silva

"Eu imaginava viver vendendo queijo das minhas cabrinhas, mas não foi possível porque eu virei presidente."

Do presidente Lula, durante anúncio da liberação de R$ 5,4 bilhões para a safra 2003-2004, reinventando, uma vez mais, o próprio populismo.

Está escrito

O secretário britânico de Relações Exteriores, Jack Straw, admitiu no Parlamento que um dos dois dossiês publicados pelo governo sobre as supostas armas de destruição em massa do Iraque é "duvidoso" e "constrangedor". Straw disse ainda que o relatório, que foi parcialmente plagiado de uma tese acadêmica, não deveria ter sido publicado. Ele admitiu também que o caso foi uma "zorra completa". O caso, que gerou duas investigações parlamentares, estão desgastando o premiê britânico, Tony Blair. Segundo pesquisa do diário The Guardian, 52% dos britânicos se declaram "insatisfeitos" com a performance do premiê.

Revista Consultor Jurídico, 25 de junho de 2003, 9h35

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