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Caso Banestado

'Perguntas sobre caso Banestado não podem ficar sem respostas.'

1ª -A OPINIÃO DO PROCURADOR LUIZ FRANCISCO SOBRE AS APURAÇÕES DAS CC5 E BANESTADO

O procurador Luiz Francisco salienta que ele e as duas procuradoras não darão conta do caso sozinhos se não houver CPI. "Há agora manobras do governo para que a CPI saia capenga, dai seja suspensa e vire pizza. Temos de ter uma CPI que dure seis meses, com a colaboração de dezenas de investigadores públicos. O governo, sobretudo o ministro da Justiça, está omisso. O ministro está moroso, persegue um delegado (José Castilho) que na verdade deveria ser condecorado. O delegado está sendo humilhado em praça pública, sofrendo um assassinato moral".

Luiz Francisco de Souza - Procurador da República em Brasília em entrevista ao jornalista Cláudio Júlio Tognolli para o site Consultor Jurídico - www.conjur.com.br

2ª -CC5- A OPINIÃO DO MINISTRO DO STJ - JOSÉ ARNALDO DA FONSECA

O caso da remessa ilegal para o exterior, via Conta CC5, de US$ 30 bilhões de dólares por intermédio do Banestado ''é um exemplo típico de que a Polícia Judiciária (PF ) não pode ficar à frente desse tipo de investigação, por causa das deletérias interferências políticas''.

- Pois bem - continua -, nesse caso do Banestado, quando as autoridades da Polícia Federal (PF) já estavam a ponto de apanhar os responsáveis, elas foram afastadas das investigações

A afirmação acima é do ministro José Arnaldo da Fonseca, do Superior Tribunal de Justiça - STJ e foi concedida ao Jornal do Brasil de 16 de Junho de 2003.

3ª-TROCA DE ACUSAÇÕES ENTRE PAULO LACERDA E O DELEGADO CASTILHO

CC5 - Lacerda, numa carta áspera, pediu esclarecimentos a Castilho - hoje afastado das investigações, cedido ao Ministério Público Federal e trabalhando com o procurador Luiz Francisco de Souza. Lacerda põe em dúvida a serenidade de Castilho no decorrer da apuração.

Em carta de 34 páginas, datada de 2 de junho, Castilho respondeu ter procedido "dentro das leis americanas". Ele anexou ofício de procuradores do distrito de Nova York com elogios à sua conduta e com um convite para prestar depoimento em um caso conduzido nos EUA.

Matéria da Folha de São Paulo de 16-06-2003.

4ª-AMEAÇA A POLICIAL FEDERAL NÃO É MAIS CRIME?

O Policial Federal - delegado Castilho disse a Boris Casoy, no programa "Passando a Limpo" da TV Record no último domingo, que por estar investigando a fundo as contas CC5, que já identificou um desvio de 30 BILHÕES de DÓLARES, foi ameaçado em mensagem transmitida a ele pelo Cônsul do Brasil em Nova Iorque. O Cônsul teria revelado a ameaça na presença de duas procuradoras da república, conforme declarou Castilho ao programa.

Trecho extraído da entrevista do Delegado Castilho ao repórter Boris Casoy no Programa "Passando a Limpo da TV Record" de 08 de Junho de 2003

5ª- CC5 - PAULO LACERDA SAI DO SILÊNCIO EM NOTA DE ESCLARECIMENTO

A Comunicação Social da Polícia Federal, em vista da ampla repercussão que vem tendo o caso Banestado, emitiu nota nesta quinta-feira na qual tenta se explicar a respeito dos desencontros havidos no âmbito da apuração. As divergências que vieram à tona durante o depoimento dos delegados Castilhos e Carvalho e dos peritos Eurico e Renato, na Comissão de Segurança Pública da Câmara dos Deputados, deixaram em situação delicada o Diretor-Geral, pois o delegado Castilho foi incisivo ao afirmar que o delegado Paulo Lacerda jamais atendeu seus pedidos para conversar a respeito do assunto, além das constantes solicitações de retorno ao Brasil, fato esse corroborado pelo PCF Renato Barbosa. Abaixo trecho da Nota da Direção Geral do DPF que tenta, mas não consegue explicar a confusão das apurações das contas CC5 :

"Também não é correto afirmar, como equivocadamente difundiu parte da imprensa, que o delegado Castilho Neto tenha sido afastado. A verdade é que ele não foi, isso sim, indicado, ou reconduzido a presidência do IPL, inclusive porque, para o bom encaminhamento das investigações que correm em segredo de justiça, e a boa vontade e harmonia entre os poderes e autoridades que executam as diligências, assim foi solicitado pelo Ministério Público Federal em correspondência dirigida ao DPF, e em decorrência de fatos relatados pelo Departamento de Justiça dos EUA em documento destinado ao Ministério da Justiça do Brasil"

Nota da Assessoria de Comunicação Social -DPF-MJ de 12 de junho de 2003.

6ª - TROCA DE ACUSAÇÕES PELA IMPRENSA

A direção da PF informou ainda que não dispunha até ontem da documentação trazida pelo delegado de Nova York, já publicada em diversos órgãos de imprensa. É a primeira vez na história da corporação, segundo fontes da direção da polícia, que a PF recebe documentos depois da imprensa.

Fontes da direção da PF informaram que o delegado juntou mais de 7 mil documentos em Nova York e os repassou direto ao Ministério Público. Castilho, segundo tais fontes, não utilizou o malote consular, da Embaixada do Brasil nos Estados Unidos, como prometera, para remeter os documentos à PF.

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Revista Consultor Jurídico, 17 de junho de 2003, 12h55

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