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'Passo à frente'

Empresa elabora software para calcular seqüestro de carbono

Um software para calcular a quantidade de carbono que uma floresta pode seqüestrar. Esse é o projeto elaborado pela Natura e pelo Instituto Ecológica, de olho na ratificação do Protocolo de Kyoto e, mais especificamente, na regulamentação do seqüestro de carbono por parte das florestas.

De acordo a diretora executiva do Instituto, Maria Tereza Loureiro Rodrigues, o princípio do programa é simples: o usuário informa o tamanho da área disponível para plantar uma floresta e que tipo de vegetação tem na área que será reflorestada. O programa, então, dá o resultado.

Tereza também disse à revista Consultor Jurídico que a Natura já pediu ao Instituto um outro software, que faça o trabalho inverso. Ou seja, uma empresa interessada em vender créditos de carbono poderá saber quanto precisa plantar para ter créditos num determinado valor.

O projeto está sendo desenvolvido há cerca de oito meses e a previsão é que seja entregue à Natura em julho, para testes e eventuais ajustes no layout. Segundo Tereza, o projeto é destinado a empresas, aos fornecedores da Natura e ao meio acadêmico.

O desenvolvimento do programa dá continuidade à parceria entre o Instituto Ecológica e a Natura, que há dois anos mantém um centro de pesquisa ambiental na Ilha do Bananal (TO). "O projeto Natura de Fortalecimento Social e Desenvolvimento Científico e Ambiental trabalha com o conceito de carbono social, desenvolvendo projetos com a comunidade do entorno", afirmou Tereza.

De acordo com a advogada Renata Bracarense Fantini, especialista em direito ambiental do Diamantino Advogados Associados, vale a pena investir num projeto desse tipo porque, se a questão de florestas for devidamente regulamentada no Protocolo de Kyoto, o Brasil já estaria um passo à frente.

"O projeto evidencia a expectativa de que o tema seja regulamentado quanto ao uso e à mudança do uso do solo. Esperamos que na próxima Convenção das Partes -- reunião dos países signatários do Protocolo -- isso já aconteça", afirmou.

"Enfim, a intenção é boa, mas não posso fazer considerações sobre a questão científica, ou seja, se o software tem capacidade de calcular com alguma precisão o volume de carbono seqüestrado", concluiu a advogada.

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Revista Consultor Jurídico, 17 de junho de 2003, 12h26

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