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Previdência em pauta

Reforma é atentado contra a Previdência, afirma Reynaldo Puggi.

Sindtten, UNAFISCO e ANFIP responde: A questão da inclusão social tem que ser tratada sob a ótica da necessidade de reestruturação econômica do país. Sem que o país volte a crescer e se recupere os atuais índices de desemprego, não há como promover uma efetiva inclusão social.

[15:48:56] - Adriana Serrano ( Repórter- InvestNews Online - SP ) pergunta : o déficit de R$ 40 bi do ano passado no setor público mostra que a contribuição de 11% é incapaz de sustentar as aposentadorias integrais. vocês não acham que, em relação ao trabalho privado, a aposentadoria pública traz distorções que precisam ser ajustadas?

Sindtten, UNAFISCO e ANFIP responde: Esse défict não existe, ele é fabricado pelo governo. O servidor federal sempre contribuiu com a Previdência, sem que o governo tenha contribuido com sua parte. Atuarialmente 11% mais a parte do empregador (governo) é mais que suficiente para manter o equilíbrio do sistema. Registre-se que o encolhimento da máquina administrativa (Estado mínimo) fez com que cada vez menos servidores estejam contribuindo para o sistema (éramos 750 mil em atividade em 1988, hoje somos 450 mil). Hoje temos um percentual menor de despesas com salários e aposentadorias, tanto frente ao PIB quanto à receita corrente líquida da União.

[15:52:07] - Poti Silveira Campos da Cunha ( Editor - Assistente- Zero Hora - RS ) pergunta : AS entidades consideram ser necessário haver ajustes nos regimes Previdenciários do país? Que reforma deveria estar sendo promovida?

Sindtten, UNAFISCO e ANFIP responde: O Regime Geral é que deveria ser tratado com prioridade, ampliando os direitos dos trabalhadores, inclusive com gestão quatripartite (Estado, patrões, empregados e aposentados). Os benefícios devem ser recuperados, pois hoje 66% das aposentadorias estão na faixa de um salário mínimo.

[15:55:51] - Ana Cristina da Conceição ( Subeditor- Diário de S. Paulo - SP ) pergunta : O Governo alega a existência de um grande déficit na previdência pública. Esse déficit é meramente contábil ou real? Quais as propostas efetivas dos servidores para neutralizar esse rombo?

Sindtten, UNAFISCO e ANFIP responde: O déficit é fabricado. Ressaltamos que as despesas com servidores vêm, inclusive, decrescendo perante o PIB e a Receita Corrente Líquida da União, com tendência a reduzir-se ainda mais nos próximos anos. Lembramos que nossas despesas são inferiores aos custos com pessoal dos países da OCDE. Nossa previdência não é calamitosa. O governo pretende com a reforma economizar em trinta anos o que gasta com juros em pouco mais de um mês.

[15:57:38] - Ana Paula Scinocca ( Repórter- Agência Estado - SP ) pergunta : Como esperam conseguir do governo essa substituição? Além do ato de amanhã, quais são os outros mecanismos que acreditam ter para viabilizar essa mudança na proposta?

Sindtten, UNAFISCO e ANFIP responde: A mobilização tende a aumentar, diversas entidades estão com propostas de greve. Além disso estamos fazendo um intenso trabalho parlamentar, para esclarecer e ampliar as discussões no Congresso, pois a reforma é ruim para o país.

[15:58:51] - Gilson Duarte de Barros ( Empresário- www.bedelho.jor.br ) pergunta : No tempo da ditadura militar, foi criada a aposentadoria rural (aliás, justa) sem que os trabalhadores do campo tivessem pago qualquer contribuição anteriormente. Alguem sabe o quanto isso representou de despesa para os cofres públicos? Qual foi o desfalque sofrido pelo patrimônio previdenciário oficial? Por que se culpa, agora, os funcionários públicos pela imprevidência dos governantes na Previdência?

Sindtten, UNAFISCO e ANFIP responde: O impacto é de 17 bilhões/ano, mas existem recursos suficientes da seguridade social (previdência, saúde e assistência social) para manter esses benefícios.

[16:00:03] - Eduardo Nunes Militão ( - ) pergunta : O que é preciso fazer para se ter uma reforma que melhore a situação do trabalhador e inclua mais pessoas ao sistema?

Sindtten, UNAFISCO e ANFIP responde: Eduardo, com a retomada do crescimento econômico e uma melhor redistribuição de renda, será natural a inclusão social do trabalhador.

[16:01:00] - Ester Monteiro ( Editor- Câmara dos Deputados - Rádio Câmara ) pergunta : Até onde as entidades acreditam que podem chegar num Congresso onde o Governo tem maioria? Vocês estão contando com as dissidências internas em cada legenda da base do governo? A votação na CCJR no caso das duas reformas, da previdência e tributária, já deram mostra do quepode acontecer em plenário, não acham?

Sindtten, UNAFISCO e ANFIP responde: O governo sempre será um adversário poderoso, mas estamos contando com a mobilização e a consciência dos parlamentares que se dizem a serviço dos trabalhadores brasileiros.

[16:06:33] - Vera Moreira ( MEDIADOR ) FALA COM TODOS : Temos mais de vinte perguntas em espera. Não se preocupem a coletiva vai continuar...

Revista Consultor Jurídico, 10 de junho de 2003, 18h03

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