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Incompreensão

Para juiz de Londres, letras de rap são idioma estrangeiro

Texto transcrito do portal Terra.

Um juiz do Tribunal Superior de Londres acha que as letras da música rap deveriam ser consideradas "um idioma estrangeiro", após se declarar incapaz de entender o significado de muitas das palavras que utilizam. Kim Lewison, de 52 anos, deveria se pronunciar ontem sobre um caso de direitos autorais entre o compositor Andrew Alcee e a banda britânica Heartless Crew e ficou boquiaberto quando escutou a canção que originou essa demanda.

"Em efeitos práticos, supõe um idioma estrangeiro", avaliou o juiz, que no final desprezou o caso. O compositor tinha alegado que os rappers Heartless Crew fizeram uma versão degradante da canção "Burnin", escrita para o grupo Ant'ill Mob em 2001.

Durante o julgamento, o compositor disse que os três vocalistas haviam "distorcido e mutilado" seu tema com referências à violência e às drogas, o que tinha prejudicado sua honra. No entanto, quando o juiz e dois advogados ouviram minuciosamente as letras das canções, ficaram atônitos ao não compreender o significado de frases como "shizzle my nizzle", "mish mish man" ou "string dem up".

"Tentar entender o significado destas palavras foi uma experiência surrealista", comentou Lewison. O juiz pesquisou em sites como "Urban Dictionary" (dicionário urbano) na busca de um significado para estas gírias, mas ainda assim não conseguiu determinar a que se referem os rappers em muitas de suas expressões. O juiz garantiu que "em efeitos práticos, trata-se de um idioma estrangeiro".

No final, Lewison afirmou que não existe nenhuma prova de que a honra de Andew Alcee tenha sido prejudicada pela versão "incompreensível" de Heartless Crew.

Revista Consultor Jurídico, 6 de junho de 2003, 16h09

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