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Quarta-feira, 4 de junho.

Primeira Leitura: discurso de Lula sobre erros de FHC 'colou'.

O presidente vai bem...

A 62a rodada da pesquisa de opinião pública do instituto Sensus para a Confederação Nacional do Transportes (CNT) não podia ser mais clara: os brasileiros dão como perdido o ano de 2003, mas depositam cada vez mais esperança e confiança em Luiz Inácio Lula da Silva.

... e o país vai mal

E resumo: o Brasil vai mal, mas Lula vai bem. Até porque "colou" o discurso petista que atribuiu a cena econômica atual, desoladora, apenas aos erros de FHC.

Faz sentido

Na avaliação dos entrevistados, o desemprego, a saúde, a educação, a violência, a renda e a pobreza em geral tendem a piorar. Faz sentido. No primeiro trimestre, o PIB registrou retração de 0,1%, os investimentos desabaram 4,6%, enquanto o consumo das famílias reduziu-se 0,6%, segundo informou o IBGE. No segundo trimestre, nada indica que o resultado será melhor.

Não faz tanto sentido assim...

Mas, apesar desse retrato negativo da economia real, a popularidade do presidente Lula e a avaliação positiva do governo dele melhoraram significativamente. A avaliação positiva do governo subiu de 47,6%, em abril, para 51,6%, em maio; a negativa caiu (9,4% para 7,2%). A avaliação do "desempenho pessoal" do presidente melhorou quatro pontos percentuais, de 73,9%, em abril, para 78% em maio.

Fome Zero global

Na declaração final de sua reunião de cúpula, o G-8, grupo de países mais industrializados no mundo mais a Rússia, priorizou a recuperação da economia mundial e fez menção ao combate ao terrorismo. O texto excluiu a proposta de Lula de criação de um fundo mundial de combate à fome - o tal Fome Zero global.

Pegou mal

Lula fez a proposta pensando em firmar uma imagem de liderança mundial de países emergentes. A imprensa brasileira não fez estardalhaço do caso, mas o fato é que o presidente, no quesito Fome Zero global, se deu mal em Evian, na França. As organizações não governamentais (ONGs) que se dedicam à causa dos mais pobres consideraram a proposta um grande equívoco.

Armas e caridade: nada a ver

''Somos contra esta proposta'', declarou Bernard Pinaud, do Centro de Pesquisa e Informação para o Desenvolvimento, que falou em nome de oito organizações antiglobalização. O motivo é óbvio e só o presidente Lula e seus assessores não medem as conseqüências do que propõem: ''Nesse sistema, quanto mais armas vendidas, mais dinheiro para o fundo. Isso não é desejável'', afirmou Pinaud.

Assim falou.. Synésio Batista da Costa

"O Banco Central se dissociou da sociedade brasileira e perdeu o vínculo com o país. Há um pacto com e em favor do sistema financeiro brasileiro. Há um sangramento de recursos da economia em favor do sistema bancário. Não compreendo como ninguém consegue ver isso. Parece brincadeira, mas está acontecendo conosco."

De um dos vice-presidentes do Centro das Indústrias do Estado de São Paulo (Ciesp), comentando a política monetária do governo.

História mal contada

A direção da Central Única dos Trabalhadores (CUT) entrega hoje para o presidente Lula uma pauta de reivindicações que inclui a redução da taxa básica de juros e a negociação de pontos da reforma da Previdência. A tendência política que controla a CUT é, como no PT, a Articulação - trata-se da versão sindical da facção dos chamados moderados, que apóiam incondicionalmente o presidente da República. A estratégia de "reivindicar" mudanças pontuais nas reformas e de pedir juros menores coincide com a dos parlamentares petistas que formam a tropa de choque do governo.

De uma posição defensiva em relação à esquerda do PT, os moderados passaram considerar a possibilidade de assumir as bandeiras dos chamados "radicais", como a defesa de regra de transição para as aposentadorias dos atuais servidores públicos, aumento do teto de salário a partir do qual se vai taxar os inativos, e, claro, genericamente, redução dos juros. Ou seja, tanto a Articulação da CUT quanto a do PT vão, como a esquerda, passar a usar palavras quentes. Só que, nesse caso, o objetivo é esfriar o debate sobre reformas, emprego, crescimento e outros assuntos que saíram do controle do Planalto.

Revista Consultor Jurídico, 4 de junho de 2003, 16h50

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