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Caso Tim Lopes

Júri popular julgará Elias Maluco pela morte do repórter Tim Lopes

Um ano depois do brutal assassinato do jornalista Tim Lopes, da TV Globo, a Justiça aceitou o processo contra Elias Pereira da Silva, o Elias Maluco, e mais seis integrantes de sua quadrilha, acusados de matar e ocultar o cadáver do repórter. Eles devem ser julgados até o final de 2003. A decisão é do juiz Fábio Uchôa Pinto de Miranda Montenegro.

Segundo a denúncia do Ministério Público, Tim Lopes foi morto por determinação de Elias Maluco, na madrugada de 3 de junho de 2002, no alto da Favela da Grota, no Complexo do Alemão.

Montenegro manteve a prisão de Elias e dos réus Cláudio Orlando do Nascimento (Ratinho), Elizeu Felício de Souza (Zeu), Angelo Ferreira da Silva (Primo), Reinaldo Amaral de Jesus (Kadê ou Cabe), Fernando Sátyro da Silva (Frei) e Claudino dos Santos Coelho (Xuxa). Eles também são acusados do crime de formação de quadrilha.

O juiz afirmou que a manutenção das prisões vai garantir a ordem pública e assegurar a eventual aplicação da lei penal com a devida proteção das testemunhas, além de ser conveniente para a instrução criminal.

Segundo Montenegro, há indícios suficientes da autoria do crime e prova material, que se encontra evidenciada no auto do exame cadavérico, no laudo do local, no exame de DNA, nas provas técnicas e nos depoimentos das testemunhas. Microfone, relógio, barra de ferro, plaqueta de identificação da TV Globo, gravador, caixa de áudio, camisa suja de sangue, chinelos e fivela do cinto de Tim Lopes são alguns dos objetos listados nos autos de apreensão.

O juiz disse ainda que Ângelo Ferreira, o Primo, confessou a autoria dos crimes quando foi interrogado em juízo. Ele apontou Elias Maluco como o dono do tráfico de drogas na favela. Primo declarou também que o traficante desferiu uma facada no tórax do jornalista, que estava na favela fazendo reportagem sobre o baile da Vila Cruzeiro.

Segundo o juiz, o crime foi cometido por motivo torpe -- vingança pelo fato de a vítima estar filmando sem autorização numa área dominada pela quadrilha. Ele destacou também que os denunciados se utilizaram de recursos que dificultaram a defesa da vítima, além de atear fogo, torturar e esquartejar o jornalista, o que caracterizou meio cruel. Os restos do corpo de Tim Lopes foram enterrados num cemitério clandestino existente nas proximidades do local da execução.

Para agilizar o andamento da ação, o juiz desmembrou o processo em relação aos denunciados André da Cruz Barbosa, o André Capeta, e Maurício de Lima Matias, o Boi ou Boizinho, que ainda não foram encontrados.

Fonte: Site Último Segundo -- iG.

Revista Consultor Jurídico, 4 de junho de 2003, 18h39

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